FUP: luta contra privatização da Petrobras não acaba com demissão de Parente
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirmou que "a luta contra a privatização da Petrobrás não pode perder fôlego após a saída de Pedro Parente"; de acordo com a entidade, a "entrega do comando da empresa a Ivan Monteiro, braço direito do ex-presidente e um dos principais articuladores dos desinvestimentos e vendas de ativos, reforça a necessidade de ampliação das frentes de luta em defesa da estatal"
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247 - A Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirmou que "a luta contra a privatização da Petrobrás não pode perder fôlego após a saída de Pedro Parente". De acordo com a entidade, a "entrega do comando da empresa a Ivan Monteiro, braço direito do ex-presidente e um dos principais articuladores dos desinvestimentos e vendas de ativos, reforça a necessidade de ampliação das frentes de luta em defesa da estatal".
"A FUP e seus sindicatos estarão semana que vem em Curitiba para definir os próximos passos de enfrentamento da categoria. Conforme encaminhado no último Conselho Deliberativo, as direções sindicais voltam a se reunir no dia 12 para dar continuidade à construção da greve por tempo indeterminado, que foi amplamente aprovada pelos petroleiros", informou.
"Outras agendas de luta estão sendo definidas em Brasília, através de diversas ações parlamentares para estancar e tentar reverter o legado de destruição deixado por Pedro Parente. Uma delas é a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), cujo pedido foi protocolado no Senado pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), para abrir a 'caixa preta' da política de preços da Petrobrás e revelar os interesses que estão por trás do desmonte do parque de refino, da perda de mercado pela estatal e do consequente incentivo às importações de derivados", acrescentou.
A FUP informou que, nesta sexta-feira, 08, "se reunirá com trabalhadores do setor elétrico para dar continuidade à luta conjunta das duas categorias contra o desmonte dos Sistemas Eletrobrás e Petrobrás". "Os petroleiros já vêm construindo uma agenda integrada com os eletricitários, através de diversas ações sindicais e do engajamento na Frente Parlamentar de Defesa do Setor Elétrico Brasileiro e da campanha 'O Petróleo é do Brasil', lançada recentemente pelas Frentes Parlamentares Mistas em Defesa da Petrobras e da Soberania Nacional", disse.
"Uma das atividades construídas em conjunto foi a Audiência Pública articulada através do senador Paulo Paim (PT/RS), que será realizada no dia 12 de junho no Senado, para discutir a política de preços da Petrobrás, como reflexo direto do desmonte da companhia e do projeto do governo Temer de privatização de todo o setor energético. Entre os convidados para o debate, estão o ex-coordenador geral da FUP, José Maria Rangel, e o ex-diretor do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa", complementou.
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