FUP: adesão a plano de demissão da Petrobras aumentará risco de acidentes

Adesão de 11,7 mil funcionários ao programa representa redução drástica no quadro da estatal; programa de demissão voluntária coloca "os petroleiros e a sociedade na iminência de uma grande tragédia anunciada, como aconteceu com a P-36, no governo FHC", diz nota da Federação Única dos Petroleiros; gestão de Pedro Parente pretende economizar R$ 33 bilhões até 2020

Adesão de 11,7 mil funcionários ao programa representa redução drástica no quadro da estatal; programa de demissão voluntária coloca "os petroleiros e a sociedade na iminência de uma grande tragédia anunciada, como aconteceu com a P-36, no governo FHC", diz nota da Federação Única dos Petroleiros; gestão de Pedro Parente pretende economizar R$ 33 bilhões até 2020
Adesão de 11,7 mil funcionários ao programa representa redução drástica no quadro da estatal; programa de demissão voluntária coloca "os petroleiros e a sociedade na iminência de uma grande tragédia anunciada, como aconteceu com a P-36, no governo FHC", diz nota da Federação Única dos Petroleiros; gestão de Pedro Parente pretende economizar R$ 33 bilhões até 2020 (Foto: Gisele Federicce)


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Da Rede Brasil Atual - A Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirma que os desligamentos de funcionários da Petrobras pelo Plano de Incentivo à Demissão Voluntária (PIDV) vão aumentar o risco de acidentes nas diversas frentes de trabalho da empresa. "Os resultados desse modelo desastroso de gestão serão mais e mais acidentes, colocando os petroleiros e a sociedade na iminência de uma grande tragédia anunciada, como aconteceu com a P-36, no governo FHC", diz nota da FUP, divulgada na sexta-feira (2), quando a Petrobras anunciou que 11.704 trabalhadores aderiram ao programa.

Essa medida representará uma redução drástica do efetivo próprio da companhia. Nos últimos três anos, cerca de 8 mil petroleiros já deixaram a empresa sem que houvesse reposição dos postos de trabalho, segundo a FUP.

Com a gestão de Pedro Parente, ex-ministro de FHC, à frente da empresa, os paradigmas neoliberais voltam a limitar a capacidade de expansão da estatal. Entre 1995 e 2000, mais de uma centena de trabalhadores morreram e dezenas de acidentes ambientais aconteceram no rastro dos planos de incentivo à aposentadoria e ao desligamento, que resultaram na evasão de mais de 10 mil trabalhadores. A companhia chegou a ficar dez anos sem realizar concursos públicos.

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"A direção da empresa chega ao absurdo de comemorar a rentabilidade que terá com a saída dos petroleiros, ao estimar que economizará R$ 33 bilhões até 2020. É, no mínimo, criminoso querer aumentar o retorno financeiro dos acionistas às custas da vida dos trabalhadores", afirma ainda a nota da FUP.

Além disso, os petroleiros destacam que ao reduzirem em 25% o efetivo em apenas três anos, os gestores da Petrobras colocam em risco também a herança de conhecimentos que os petroleiros desenvolveram ao longo dessas seis décadas da companhia e que é transmitida de geração para geração.

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Para a FUP, a direção da empresa mente deslavadamente quando afirma que implementará "diversas iniciativas com foco no desenvolvimento de lideranças e na gestão do conhecimento e do efetivo, para dar continuidade aos processos e garantir a segurança operacional das unidades".

Se fosse realmente esta a intenção, as gerências estariam discutindo os efetivos com as representações sindicais, como assegura o Acordo Coletivo. "Mas a direção da empresa preferiu fazer o caminho inverso, estimulando a saída dos trabalhadores para depois ajustar o efetivo. Ou, seja, o último a sair que apague a luz", dizem os petroleiros.

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Para os trabalhadores, tudo isso só comprova que o objetivo é reduzir o tamanho da Petrobras, tratando uma empresa de importância singular para o Brasil como se fosse um supermercado. "A FUP reforçará denúncias aos órgãos de fiscalização de que qualquer acidente ampliado que ocorrer será de inteira responsabilidade da gestão da Petrobras, cujo objetivo é reduzir o tamanho da empresa, que segue sendo tratada por Pedro Parente como se fosse um supermercado", afirma a nota.

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