Fundos de investimentos internacionais avaliam banir a Vale
O passivo ambiental e social resultante do segundo desastre envolvendo a mineradora Vale SA em três anos, resultante dos deslizamentos de duas barragens em Mariana (MG), em 2015, e na última sexta-feira (25), em Brumadinho, também em Minas, já fez com que fundo de internacionais, como os da Noruega e da Suécia, avaliem a possibilidade de banir seus investimentos da mineradora; nesta segunda-feira (28), ações da companhia abriram em queda de 20%
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247 - O passivo ambiental e social resultante do segundo desastre envolvendo a mineradora Vale SA em três anos, resultante dos deslizamentos de duas barragens em Mariana (MG), em 2015, e na última sexta-feira (25), em Brumadinho, também em Minas, já fez com que fundo de internacionais, como os da Noruega e da Suécia, avaliem a possibilidade de banir seus investimentos da mineradora, maior produtora de minério de ferro do mundo. Tragédia em Brumadinho matou ao menos 58 pessoas e mais de 300 estão desaparecidas.
"É óbvio que consideramos casos como este", afirmou o chefe do secretariado do conselho de ética do fundo da Noruega, Eli Ane Lund em entrevista ao jornal O Globo. "Acidentes podem acontecer com todos. Mas há o fato de que este é o segundo acidente muito grave desse tipo que afeta essa empresa", completou. O fundo soberano da Noruega, considerado o maior do mundo, detinha US$ 534 milhões em ações da Vale e outros US$ 51 milhões em títulos da companhia em 2017.
O chefe do conselho de ética do fundo de pensão público sueco AP Funds, John Howchin, afirmou neste final de semana à imprensa de seu país que provavelmente deveria recomendar uma exclusão da Vale de sua carteira de investimentos. Em junho do ano passado, o fundo possuía cerca de US$ 45 milhões de ações da mineradora.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247