Fracasso de Meirelles fará brasileiro pagar mais impostos

Com a arrecadação federam em baixa e sem perspectiva de melhora, cresceu o debate dentro do governo sobre a elevação de tributos para melhorar a situação fiscal; discussão sobre a conveniência e o momento de subir impostos como a Cide ou o PIS/Cofins sobre combustíveis se intensificaram nos últimos dias e há chances de algo ser anunciado já com o relatório bimestral, previsto para ser divulgado amanhã

Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante coletiva no Palácio do Planalto, anunciou o déficit primário para o próximo ano em R$ 139 bilhões (Valter Campanato/Agência Brasil)
Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante coletiva no Palácio do Planalto, anunciou o déficit primário para o próximo ano em R$ 139 bilhões (Valter Campanato/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)


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247 - As frustrações de receitas esquentaram o debate dentro do governo sobre a elevação de tributos para melhorar a situação fiscal. Fontes da área econômica comentam que a discussão sobre a conveniência e o momento de subir impostos como a Cide ou o PIS/Cofins sobre combustíveis se intensificaram nos últimos dias e há chances de algo ser anunciado já com o relatório bimestral, previsto para ser divulgado amanhã.

No início da tarde de ontem, o tema ainda era discutido e dependia de decisão entre os ministros da área econômica e Michel Temer. Segundo uma fonte, a alta de imposto evitaria o risco de o governo ter até que cortar mais despesa em vez de reverter o contingenciamento. Pesavam contra a tese principalmente considerações de natureza política, dado o momento delicado vivido por Temer após as denúncias e gravação do empresário Joesley Batista, em delação premiada.

O problema é que a questão fiscal está preocupando bastante e pode forçar o governo a agir, mesmo a contragosto. Se não fizer algum aumento de tributo agora, outra data decisiva é a do envio do projeto de lei orçamentária, que tem que ser remetido ao Congresso até 31 de agosto. Nesse caso, para poder contar com alguma arrecadação adicional nas contas do Orçamento de 2018, medidas tributárias já terão que ter sido adotadas e estarem em vigor, seja por decreto ou medidas provisórias, antes do envio da peça ao Congresso.

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A opção pela Cide ou PIS/Cofins sobre combustíveis (ou uma combinação dos dois, já que o primeiro tem noventena e o segundo, não) já estaria sendo vista com menos reservas até pelo próprio Temer. A visão, de acordo com uma fonte, é que esse movimento teria mais justificativas, não só pela questão fiscal, mas também pela melhora nas condições de competitividade para o setor de etanol.

As informações são de reportagem de Fabio Graner e Edna Simão no Valor.

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