Fórum de Davos termina com tom mais otimista

"Essa recuperação que começa está verdadeiramente dentro de um processo de consolidação", resumiu a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde; o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, por seu lado, defendeu que a inflação é baixa e que assim vai permanecer, mas que não há risco de deflação porque o BCE está "pronto para agir assim que for preciso"

DAVOS/SWITZERLAND, 25JAN14 - Zoe Keating, Cellist and Composer, USA; Young Global Leader preformes during the closing session 'A Leap of Faith' at the Annual  Meeting 2014 of the World Economic Forum at the congress centre in Davos, January 25, 2014.
DAVOS/SWITZERLAND, 25JAN14 - Zoe Keating, Cellist and Composer, USA; Young Global Leader preformes during the closing session 'A Leap of Faith' at the Annual Meeting 2014 of the World Economic Forum at the congress centre in Davos, January 25, 2014. (Foto: Leonardo Attuch)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Da Agência Lusa 

O Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça, terminou hoje (25) com um tom de otimismo em relação à recuperação da economia mundial, embora sejam reconhecidos os desafios que enfrenta.

"Essa recuperação que começa está verdadeiramente dentro de um processo de consolidação", resumiu a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, em debate com alguns dos atores econômicos mais importantes do mundo.

O governador do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, mostrou-se "prudentemente otimista em relação às perspectivas econômicas mundiais". Para ele, "os Estados Unidos vão provavelmente crescer 3% ou mais neste ano e no próximo, a Europa começa a se recuperar e o Japão também faz progressos significativos".

continua após o anúncio

Na terça-feira (21), o FMI melhorou ligeiramente a sua previsão para o crescimento econômico mundial em 2014 (de 3,6% para 3,7%), antes do início dos trabalhos de cerca de 2.500 participantes do fórum.

Este ano, a situação da Europa, que tenta sair de uma crise de vários anos, determinou o debate. "A zona do euro, em seu conjunto, não está no centro de todas as preocupações da economia mundial", disse o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schauble. Segundo ele, "os países-membros que têm mais sucesso são os que enfrentaram programas de assistência, porque cumpriram a sua missão".

Um dos riscos citados por Christine Lagarde foi a probabilidade de deflação, ainda que fraca, particularmente na Europa, onde a inflação está "muito abaixo" do objetivo de 2% ou ligeiramente inferior a esse valor.

continua após o anúncio

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, por seu lado, defendeu que a inflação é baixa e que assim vai permanecer, mas que não há risco de deflação porque o BCE está "pronto para agir assim que for preciso".

Outra interrogação vem dos países emergentes, cujas economias tem sofrido turbulências sobretudo devido ao fim da política monetária ultraconservadora da Reserva Federal (Fed) norte-americana, de juros muito baixos. "Isso é claramente um novo risco no horizonte", advertiu a presidente do FMI.

continua após o anúncio

As divisas dos países emergentes viveram na quinta-feira (23) a maior desvalorização dos últimos cinco anos, depois de os deputados argentinos terem aprovado uma lei que permite a desvalorização da sua moeda, o peso.

Em seguida a essa decisão, a lira turca desvalorizou, a hryvnia ucraniana caiu para mínimos de quatro anos e o rand sul-africano passou a negociar no nível mais baixo desde 2008.

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247