“Foi péssimo para o governo e não foi bom para o Brasil”, diz ex-diretor da ANP sobre leilão da cessão onerosa do pré-sal
Haroldo Lima falou à TV 247 sobre os resultados do leilão de Bolsonaro e Guedes da cessão onerosa do pré-sal que arrecadou R$ 69,9 bilhões, enquanto a previsão do governo era de R$ 110,6 bi. “Foi um desastre, essa palavra ‘desastre’ foi usada por quase toda a imprensa internacional que se referiu ao assunto”, disse. Assista
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247 - Ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Haroldo Lima conversou com a TV 247 sobre o fiasco do leilão de Jair Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes, da cessão onerosa do pré-sal, que acabou arrecadando R$ 69,9 bilhões, quase R$ 40 bilhões a menos do que o esperado.
Haroldo afirmou que o leilão foi péssimo para o governo, ruim para o Brasil e, por fim, um desastre. “Foi péssimo para o governo e não foi bom para o Brasil. Não foi bom porque o governo não conseguiu fazer um bom negócio para o Brasil, seria muito difícil ele acertar. Foi um desastre, essa palavra ‘desastre’ foi usada por quase toda a imprensa internacional que se referiu ao assunto”.
Ele explicou que os contratos destes tipos de leilão só são vantajosos caso as empresas que ganhem a licitação para exploração da área de petróleo sejam obrigadas a ceder uma boa porcentagem do excedente do óleo capturado ao Estado. Haroldo esclareceu que, no caso do leilão de Bolsonaro e Guedes, é como se um apartamento do Estado brasileiro tivesse um aluguel orçado em R$ 7 mil, porém o contrato tivesse sido firmado em torno de R$ 1,5 mil, um valor muito abaixo de sua rentabilidade.
Para o especialista, isto aconteceu porque os termos do leilão foram definidos por Guedes e seus interesses, sem a participação da ANP. “Esse leilão, na minha opinião, foi presidido pelos interesses dos ministérios da Economia do senhor Paulo Guedes. Guedes foi quem determinou quais são as leis básicas do leilão, não o pessoal do petróleo. O que ele definiu? Que a participação do Estado brasileiro no excedente seria bastante pequena, um absurdo total”.
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