FMI reduz projeção de crescimento global

Crescimento global foi projetado em 3,5% para 2015 e 3,7% para 2016, disse o Fundo Monetário Internacional, reduzindo sua projeção em 0,3 ponto percentual para ambos os anos; o FMI também vê que o Brasil crescerá menos de um quarto do que a América Latina e Caribe neste ano, e que sua recuperação não será das melhores em 2016

Crescimento global foi projetado em 3,5% para 2015 e 3,7% para 2016, disse o Fundo Monetário Internacional, reduzindo sua projeção em 0,3 ponto percentual para ambos os anos; o FMI também vê que o Brasil crescerá menos de um quarto do que a América Latina e Caribe neste ano, e que sua recuperação não será das melhores em 2016
Crescimento global foi projetado em 3,5% para 2015 e 3,7% para 2016, disse o Fundo Monetário Internacional, reduzindo sua projeção em 0,3 ponto percentual para ambos os anos; o FMI também vê que o Brasil crescerá menos de um quarto do que a América Latina e Caribe neste ano, e que sua recuperação não será das melhores em 2016 (Foto: Gisele Federicce)


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PEQUIM (Reuters) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu sua projeção para o crescimento econômico global em 2015, e fez um apelo nesta terça-feira aos governos e bancos centrais a buscarem políticas monetárias expansionistas e reformas estruturais para sustentar o crescimento.

O crescimento global foi projetado em 3,5 por cento para 2015 e 3,7 por cento para 2016, disse o FMI em sua atualização do relatório "Perspectiva Econômica Global", reduzindo sua projeção em 0,3 ponto percentual para ambos os anos.

"Novos fatores sustentando o crescimento --preços menores do petróleo mas também depreciação do euro e do iene-- são mais do que compensados por forças negativas persistentes, incluindo os legados prolongados da crise e do crescimento potencial mais baixo em muitos países", disse o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, em comunicado divulgado pela instituição.

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O FMI alertou economias avançadas para manter políticas monetárias expansionistas para evitarem aumentos em taxas de juros reais uma vez que o petróleo mais barato aumenta o risco de deflação.

Se as taxas de juros não puderem ser reduzidas mais, o FMI recomendou buscar uma política expansionista "através de outros meios".

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Os Estados Unidos foram o único ponto positivo em um relatório pessimista para as principais economias, com a projeção de crescimento em 2015 elevada para 3,6 por cento ante 3,1 por cento.

As perspectivas para economias emergentes foram em geral reduzidas, com as projeções para os exportadores de petróleo Rússia, Nigéria e Arábia Saudita sofrendo os maiores cortes.

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A queda dos preços do petróleo, que caíram pela metade desde junho, é amplamente resultado da decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de não cortar a produção, o que não deve mudar, disse Blanchard.

"Esperamos que o declínio do preço seja bastante persistente", afirmou ele em entrevista coletiva na divulgação do relatório. "Esperamos alguma volta, algum aumento, mas certamente não um aumento de volta aos níveis que víamos há, digamos, seis meses".

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O FMI prevê que uma desaceleração na China provocará uma resposta de política mais limitada uma vez que as autoridades em Pequim estarão mais preocupadas com os riscos do rápido crescimento do crédito e investimento.

O crescimento mais lento da China em 2015 "reflete a decisão correta das autoridades de lidar com alguns dos desequilíbrios presentes e o desejo de reorientar a economia em direção ao consumo, afastando-se do setor imobiliário e do sistema bancário sem regulação", disse Blanchard.

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O FMI também vê que o Brasil crescerá menos de um quarto do que a América Latina e Caribe neste ano, e que sua recuperação não será das melhores em 2016.

As projeções são mais otimistas do que as estimativas divulgadas pelo Banco Mundial na semana passada, que previam crescimento global de 3 por cento neste ano e 3,3 por cento em 2016.

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Preços mais baixos do petróleo darão a bancos centrais em economias emergentes espaço para adiar a alta das taxas de juros, embora "espaço de política macroeconômica para sustentar o crescimento permaneça limitado", segundo o relatório.

A queda dos preços também dará aos países uma chance de reformar subsídios e impostos ligados a energia, diz o FMI.

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As perspectivas para os países importadores e exportadores de commodities vão divergir ainda mais.

O relatório está amplamente em linha com comentários da diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, feitos na semana passada, quando ela afirmou que a queda dos preços do petróleo e o forte crescimento dos EUA não deixariam o FMI mais otimista.

(Reportagem de Jake Spring)

FMI vê Brasil crescendo menos em 2015 e 2016, bem abaixo da América Latina

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil crescerá menos de um quarto do que a América Latina e Caribe neste ano, e sua recuperação não será das melhores em 2016, informou o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta terça-feira.

Em atualização do seu relatório "Perspectiva Econômica Global", o FMI reduziu com força a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2015 em 1,1 por ponto percentual, a apenas 0,3 por cento.

O Fundo vê alguma recuperação no ano que vem, mas ainda assim também diminuiu suas contas para crescimento econômico a 1,5 por cento, contra 2,2 por cento anteriormente.

Para a América Latina e Caribe, as estimativas também foram reduzidas, mas ainda assim a perspectiva é de que a região cresça 1,3 por cento em 2015 e 2,3 por cento em 2016, 0,9 e 0,5 ponto percentual a menos que a projeção anterior.

Em relação a 2014, o FMI estima que o Brasil cresceu apenas 0,1 por cento, ante 0,3 por cento projetados em outubro.

Segundo o FMI, os preços menores do petróleo --que já perdeu metade de seu valor desde junho-- e de outros produtos vão impactar exportadores emergentes de commodities, como é o caso do Brasil, principalmente sobre o comércio e a receita real.

Ainda assim, em "muitas economias emergentes, o espaço de política macroeconômica para sustentar o crescimento permanece limitada. Mas em algumas, os preços menores do petróleo vão aliviar a pressão inflacionária e vulnerabilidades externas, permitindo assim aos bancos centrais não elevarem a taxa de juros ou elevá-las mais gradualmente", completou o FMI.

O Brasil vem enfrentando o difícil quadro de inflação elevada, que levou o Banco Central a iniciar novo ciclo de aperto monetário em outubro passado, mas com baixo crescimento e falta de confiança dos agentes econômicos diante do frágil quadro fiscal do país.

Por isso, a nova equipe econômica da presidente Dilma Rousseff já anunciou algumas medidas para tentar colocar as contas públicas em ordem.

As projeções do FMI para o Brasil estão em linha com as de economistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central, que veem expansão de 0,12 por cento em 2014, 0,38 por cento neste ano e 1,80 por cento em 2016.

EMERGENTES

As perspectivas para o Brasil também ficam bem aquém daquelas para os mercados emergentes e economias em desenvolvimento, mesmo com contração prevista para a Rússia neste ano e no próximo.

Para essas economias como um todo, o FMI vê expansão de 4,3 e 4,7 por cento em 2015 e 2016, 0,6 e 0,5 ponto percentual respectivamente a menos do que em outubro.

Entre os fatores que o Fundo cita como determinantes para essa redução, estão o menor crescimento na China, projetado em 6,8 por cento neste ano contra 7,1 por cento anteriormente. Para 2016 a perspectiva caiu a 6,3 por cento, contra 6,8 por cento.

"O crescimento do investimento na China desacelerou no terceiro trimestre de 2014, e os principais indicadores apontam que vão continuar diminuindo", informou o FMI.

"A desaceleração do crescimento chinês também produzirá efeitos regionais significativos, o que explica, em parte, as revisões em baixa do crescimento para grande parte das economias emergentes da Ásia", acrescentou o FMI.

O FMI também cita o cenário mais fraco na Rússia, cujas reduções nas estimativas foram ainda mais drásticas, refletindo o impacto dos preços mais baixos do petróleo e das tensões geopolíticas. Para 2015, a expectativa de crescimento econômico caiu 3,5 pontos percentuais, chegando à contração de 3 por cento, e para 2016 a redução foi de 2,5 pontos, para contração de 1 por cento.

O FMI também piorou seu cenário para a economia global, prevendo expansão de 3,5 e 3,7 por cento em 2015 e 2016, respectivamente. Em ambos os cados, as contas foram reduzidas em 0,3 ponto percentual.

(Por Camila Moreira)

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