FMI propõe taxar mais os ricos nos Estados Unidos
Novo estudo do FMI que argumenta que os países desenvolvidos podem compartilhar prosperidade de maneira mais equitativa, sem sacrificar o crescimento, ao transferir um ônus do imposto de renda para os ricos; "O excesso de desigualdade pode corroer a coesão social, levar à polarização política e, em última instância, reduzir o crescimento da economia", diz o documento; Governo Donald Trump contestou a conclusão de que alíquotas de impostos menos progressivas possam desacelerar o crescimento e agravar a desigualdade.; e disse que os cortes propostos por Trump vão beneficiar o trabalhador americano médio
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247 - O Fundo Monetário Internacional (FMI) tem protagonizado uma discordância pública com o governo dos Estados Unidos em relação aos planos tributários do presidente Donald Trump.
O pivô da polêmica foi um novo estudo do FMI que argumenta que os países desenvolvidos podem compartilhar prosperidade de maneira mais equitativa, sem sacrificar o crescimento, ao transferir um ônus do imposto de renda para os ricos.
"O excesso de desigualdade pode corroer a coesão social, levar à polarização política e, em última instância, reduzir o crescimento da economia", diz o documento.
O estudo foi divulgado no momento em que Trump inicia a sua ofensiva para promover a maior reforma do código tributário dos EUA em várias décadas. Corroborando a maioria dos analistas independentes, o centro de análise e pesquisa apartidário Tax Policy Center diz que a reforma beneficia mais a população de alta renda.
Trump reagiu imediatamente à análise do FMI. Um alta autoridade do Departamento do Tesouro contestou a conclusão de que alíquotas de impostos menos progressivas possam desacelerar o crescimento e agravar a desigualdade. E disse que os cortes propostos por Trump vão beneficiar o trabalhador americano médio.
O pensamento do FMI mudou em relação à ortodoxia econômica endossada rotineiramente pela entidade no passado. O Fundo sugere agora que controles de capital têm sua utilidade; reconhece que a austeridade na Europa se baseou em pressupostos sobre multiplicadores fiscais que se revelaram equivocados; e, num estudo muito citado do ano passado, argumentou que o pacote de políticas públicas rotuladas como "neoliberalismo" pode ter sido "exageradamente propagandeado".
No documento divulgado na quarta-feira, o FMI diz que o redirecionamento de recursos dos ricos para os pobres, para a educação e a assistência médica, pode preencher as lacunas deixadas por programas sociais.
As informações são do jornal Valor Econômico.
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