FMI: Economias mundiais devem se utilizar de políticas sutentáveis no processo de recuperação da crise

Kristalina Gueorguieva, diretora-geral do FMI, apresentou os riscos econômicos gerados pela atual crise, mas apontou também para a possibilidade de uma recuperação mais sustentável

Kristalina Georgieva, do FMI
Kristalina Georgieva, do FMI (Foto: Reuters)


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247 - O Fundo Monetário Internacional (FMI) apresentou uma perspectiva desanimadora para a economia mundial, com sua diretora-geral, Kristalina Gueorguieva, estimando nesta terça-feira (6) que a produção global ocorrerá “bem abaixo das projeções pré-pandemia no médio prazo.”

Ela também acrescentou que “[p]ara quase todos os países, isso constituirá um revés na melhoria do padrão de vida.” Para ela, “existe um risco de piora severa por conta do desemprego, falências e a ruptura na educação.”

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As declarações de Gueorguieva vem uma semana antes da conferência anual entre o FMI e o Banco Mundial, que neste ano será dominada por discussões sobre medidas de auxílio à recuperação econômica, principalmente das nações mais pobres.

Além disso, o FMI pretende adotar uma postura que atrele essa recuperação ao projeto de “longa ascensão”, que enfatiza a reestruturação da economia numa direção “mais verde” e que introduza “mais resiliência” contra futuras crises nas economias mundiais, como reportado no Financial Times.

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No entanto, é importante notar que mesmo com esta ênfase, o FMI pretende fazer com que os próprios países lidem com as dívidas acumuladas durante o processo de recuperação, o que pode dissuadir muitos de seguir um caminho de verdadeira reestruturação. 

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