FMI, é claro, apoia teto dos gastos no Brasil

"A aprovação destas medidas em um período razoável de tempo vai ajudar a fortalecer a credibilidade do arcabouço da política macroeconômica, ampliar a confiança na economia e apoiar um retorno de crescimento forte, inclusivo e sustentável no Brasil", afirmou Chrstine Lagarde em comunicado enviado pelo FMI à imprensa

Diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, durante encontro em Lima. 10/10/2015 REUTERS/Mariana Bazo
Diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, durante encontro em Lima. 10/10/2015 REUTERS/Mariana Bazo (Foto: Leonardo Attuch)


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SÃO PAULO (Reuters) - A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, defendeu neste domingo a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o crescimento dos gastos públicos, afirmando que a medida vai ampliar a confiança na economia e o crescimento do país.

Lagarde se reuniu com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em Washington neste domingo no contexto da reunião anual do FMI.

"A aprovação destas medidas em um período razoável de tempo vai ajudar a fortalecer a credibilidade do arcabouço da política macroeconômica, ampliar a confiança na economia e apoiar um retorno de crescimento forte, inclusivo e sustentável no Brasil", afirmou Lagarde em comunicado enviado pelo FMI à imprensa.

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Ela acrescentou que discutiu os planos de reformas fiscais com autoridades brasileiras, incluindo a PEC dos gastos e a planejada reforma da previdência.

Na véspera, Meirelles afirmou estar confiante de que haverá quórum na Câmara dos Deputados para a primeira rodada da votação da PEC, agendada para segunda-feira. A aprovação do limite, que punirá órgãos federais com gastos excessivos, requer duas votações no plenário da Câmara dos Deputados e mais duas no Senado. É necessário obter uma maioria de três quintos em cada uma delas.

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Segundo a Procuradoria-Geral da República, a PEC é flagrantemente inconstitucional.

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