FMI aponta que impacto do coronavírus na economia será mínimo e não pode ser usado como desculpa para o pibinho brasileiro

O crescimento mundial será afetado em apenas 0,1 ponto percentual e o Brasil segue andando na casa de 1% apenas

Dólar e o ministro da Economia, Paulo Guedes
Dólar e o ministro da Economia, Paulo Guedes (Foto: Reuters | Wilson Dias/Agência Brasil)


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RIAD (Reuters) - O surto de coronavírus no mundo provavelmente reduzirá o crescimento econômico da China este ano para 5,6%, uma queda de 0,4 ponto percentual em relação às perspectivas de janeiro, e 0,1 pontos percentual em relação ao crescimento global, informou o FMI no sábado.

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, apresentou as perspectivas para os chefes de bancos centrais e ministros das finanças das 20 maiores economias do mundo reunidas em Riad neste final de semana, e onde a epidemia foi um dos pontos centrais da discussão. No entanto, acrescentou Georgieva, o FMI continua analisando a possibilidade de cenários mais difíceis

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A China, que não enviou altos funcionários para a reunião do G20 por causa da crise do vírus, relatou uma queda acentuada em novas mortes e casos no sábado. Mas as autoridades mundiais de saúde alertaram que era muito cedo para fazer previsões sobre o surto, à medida que novas infecções continuavam a aumentar em outros países.

“No cenário atual, as políticas anunciadas estão sendo implementadas e a economia da China retornaria ao normal no segundo trimestre. Como resultado, o impacto na economia mundial seria relativamente menor e de curta duração”, disse Georgieva. “Mas também estamos analisando cenários mais difíceis, onde a propagação do vírus continua por mais tempo e globalmente, e as conseqüências no crescimento serão mais prolongadas”.

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A China disse que ainda pode atingir sua meta de crescimento econômico para 2020, apesar da epidemia.

O mais recente esboço de comunicado da reunião do G20 dá menos destaque ao surto de coronavírus como um risco de crescimento, dizendo apenas que o G20 “melhoraria o monitoramento global de riscos, incluindo o recente surto de COVID-19”, a sigla médica para o coronavírus.

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Georgieva informou ainda que as autoridades chinesas estão trabalhando para mitigar o impacto negativo na economia com medidas de crise, provisão de liquidez, medidas fiscais e apoio financeiro.

“Enquanto o impacto da epidemia continua se desenrolando, a avaliação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é que, com medidas fortes e coordenadas, a disseminação do vírus na China e no mundo ainda pode ser contida, assim como a tragédia humana”, disse ela.

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O surto de coronavírus pode restringir a demanda por petróleo na China, que registrou mais de 2.000 mortes, e em outros países asiáticos, deprimindo ainda mais os preços do petróleo, informou nesta sexta-feira o órgão da indústria do Instituto de Finanças Internacionais (IIF).

Georgieva disse que a cooperação global é essencial para a contenção do vírus e seu impacto econômico, principalmente se o surto se mostrar mais persistente e disseminado. Segundo a diretora, é imperativo reconhecer o risco potencial para estados e países frágeis e com sistemas de saúde fracos, acrescentando que o FMI está pronto para fornecer subsídios para o alívio da dívida a seus membros mais pobres e vulneráveis.

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