Fitch rebaixa 3 estados e 2 municípios brasileiros
Os estados de Paraná, Santa Catarina e São Paulo, além dos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro, tiveram rebaixados seus IDRs (ratings de probabilidade de inadimplência do emissor) pela Fitch Ratings; a agência rebaixou os IDRs para BB+, de BBB-; a Fitch rebaixou também os IDRs dos estados do Maranhão e do Rio de Janeiro para BB-, de BB; perspectiva de todos os IDRs é negativa; segundo a agência, "as ações de rating seguem o recente rebaixamento do rating soberano do Brasil para 'BB+', de 'BBB-', com perspectiva negativa, bem como a revisão do teto do país para BBB-, de BBB"
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247 - Os estados de Paraná, Santa Catarina e São Paulo; e os municípios São Paulo e Rio de Janeiro tiveram rebaixados seus IDRs (ratings de probabilidade de inadimplência do emissor) pela Fitch Ratings. A agência rebaixou os IDRs para BB+, de BBB-. A Fitch rebaixou também os IDRs dos estados do Maranhão e do Rio de Janeiro para BB-, de BB. A Perspectiva de todos os IDRs é negativa.
A Fitch também revisou ratings em escala nacional dos estados de Santa Catarina, Maranhão e Rio de Janeiro, "para manter a consistência entre as relatividades de rating", conforme publicação do jornal O Estado de São Paulo.
Segundo a agencia, "as ações de rating seguem o recente rebaixamento do rating soberano do Brasil para 'BB+', de 'BBB-', com perspectiva negativa, bem como a revisão do teto país para BBB-, de BBB. Dadas as características do marco institucional brasileiro, a Fitch não classifica nenhum subnacional acima do soberano. É o caso dos Estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, além dos municípios de São Paulo e do Rio de Janeiro, cujas classificações foram equalizadas às do Brasil, em BB+".
Maranhão foi rebaixado porque possui dependência acima da média em relação às transferências da União, que corresponderam a mais de 50% de suas receitas operacionais em 2014.
O rebaixamento dos ratings do Estado do Rio de Janeiro reflete sua relativamente alta dependência de atividades petrolíferas. Como tem recebido poucos royalties, dada a queda dos preços da commodity, a Fitch acredita que o estado precisará se alavancar ainda mais sobre suporte do governo federal em relação à parcela da União em sua dívida total".
"Os IDRs dos sete subnacionais se moverão de acordo com os do soberano. Logo, serão afetados por mudanças subsequentes nos IDRs do Brasil e em suas perspectivas e/ou pela probabilidade de o governo lhes prestar suporte. No entanto, a Fitch não espera mudança na propensão da União em prover apoio aos subnacionais em caso de necessidade", diz a Fitch.
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