FHC, aquele do PIB baixo, critica PIB baixo
Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, cujo governo teve média de crescimento de apenas 2,3% ao ano, aproveita frustração com o crescimento de 0,6% no terceiro trimestre (metade do esperado) para ir à forra: o Brasil "está pagando o preço por não ter realizado as reformas necessárias" no governo Lula e por "não ter dado continuidade aos avanços implementados" em sua gestão; ele está em posição de criticar?
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247 - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi à forra nesta sexta-feira ao comentar a frustração geral com o baixo crescimento do PIB do país no terceiro trimestre. Segundo ele, cujo governo não foi lá marcado pelo crescimento (média de 2,3% ao ano), o Brasil "está pagando o preço por não ter realizado as reformas necessárias" ao seu crescimento e por "não ter dado continuidade aos avanços implementados" em sua gestão.
Apesar de elogiar a utilização de políticas anticíclicas para enfrentar o ciclo depressivo, FHC disse que "quando já tinha passado o ciclo depressivo, continuamos (a adotar as mesmas medidas)". "Estamos em um crescimento, imaginando que podemos crescer só na base do consumo das famílias. O consumo é bom e propicia bem estar e todos desejam isso. Mas, para que seja mantido, é preciso algumas modificações, sobretudo o crescimento de investimentos. E isso não está ocorrendo na proporção desejada", comentou o ex-presidente.
FHC aproveitou para lembrar críticas que os opositores, especialmente petistas, faziam ao baixo crescimento de seu governo, "quando o crescimento era relativamente pequeno, mas era maior que o da economia mundial e era, em geral, muito maior que muitos países da América Latina". Nesta sexta-feira, FHC ministrou palestra no evento Global Cities Initiative, organizado pelo banco JP Morgan em conjunto com a Brookings e o Centro para Liderança Pública.
O tucano destacou ainda que sua administração enfrentava o desafio de estabilizar a economia, num momento em que a economia global também não estava neste ciclo de crescimento. "Na verdade, como (os opositores) nunca fizeram essas ponderações, sempre quiseram usar politicamente e não viram que o que estávamos fazendo era o possível na ocasião e passaram a valorizar muito o crescimento do PIB", disse.
Para o ex-presidente, a administração do sucessor Luiz Inácio Lula da Silva conviveu com 'a boa coincidência' da expansão do crescimento global e aproveitou os frutos da gestão anterior, que, segundo ele, havia feito as reformas necessárias. "Agora, a presidente Dilma pegou uma outra fase em que a economia global não está em expansão", emendou.
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