FGTS não vai para o consumo

A retomada do consumo no Brasil, anunciada por Michel Temer como um dos principais objetivos da liberação do saque de contas inativas do FGTS, está muito longe de acontecer; pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas indica que apenas 9,6% dos brasileiros vão usar este dinheiro para comprar; a grande maioria precisará pagar dívidas, uma vez que, com Temer, o País está mergulhado na maior recessão de sua história

Rio de Janeiro - As agências da Caixa Econômica Federal antecipam em duas horas o atendimento aos clientes devido aos saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - As agências da Caixa Econômica Federal antecipam em duas horas o atendimento aos clientes devido aos saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (Tomaz Silva/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)


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247 - Uma pesquisa que será divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) estima que apenas 9,6% dos que vão sacar os recursos das contas inativas do FGTS pretendem usá-los para comprar ou gastar com lazer. Por outro lado, chega a 65% os que vão usar o dinheiro para pagar dívidas ou poupar. Levando em conta os R$ 43,1 bilhões que serão sacados até julho, R$ 30,8 bilhões (71%) devem ser destinados a quitação de débitos ou poupança. Só R$ 3,7 bilhões, 8% do montante, serão usados para compras e lazer.

Isso significa que o impacto esperado pelo governo com a liberação dos recursos será mais gradual.

As informações são de reportagem de Marcello Corrêa em O Globo.

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"Primeiro, os trabalhadores devem se livrar das dívidas e refazer suas reservas. Depois, devem voltar a consumir, afirmam economistas.

Os dados da FGV são baseados em uma sondagem que apurou o que é prioridade para quem tem dinheiro de contas inativas a receber. Dos mais de 2 mil entrevistados em sete capitais, 41,3% afirmaram que pretendem quitar débitos. A FGV cruzou essa informação com dados da Caixa e estimou que R$ 17,7 bilhões serão usados para este fim. A segunda prioridade é poupar, escolhida por 24% das pessoas, que guardarão ou investirão R$ 13,1 bilhões."

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