Fernández deve aumentar salário mínimo e aposentadorias na Argentina
A estratégia do peronista é retomar o setor de produtivo para gerar emprego e renda aos trabalhadores, visando tirar a Argentina da crise provocada pela aventura neoliberal nos tempos de Mauricio Macri
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Por Esmael Morais, em seu blog – O presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, pretende anunciar no próximo dia 10 de dezembro, quando será empossado na Casa Rosada, aumento do salário mínimo, das pensões e aposentadorias com o objetivo de conter aumentos e recompor o consumo no país vizinho.
A estratégia do peronista é retomar o setor de produtivo para gerar emprego e renda aos trabalhadores, visando tirar a Argentina da crise provocada pela aventura neoliberal nos tempos de Mauricio Macri.
A proposta de Fernández na economia é o oposto do que propõe a Globo, Folha, Veja et caterva em conluio com banqueiros e especuladores.
Note o caríssimo leitor que o Brasil, atualmente governado pela trinca Paulo Bolsonaro, Paulo Guedes e Sérgio Moro está sendo aprofundado numa recessão.
Guedes, Bolsonaro e Moro esperam conter possíveis manifestações contra a miséria, a fome e o desemprego com a repressão das forças armadas. Por isso insistem no Congresso Nacional na famigerada “excludente de ilicitude”, qual seja, licença para matar trabalhadores, pretos e pobres brasileiros.
Portanto, nobilíssimo navegante, o pacote anticrime na verdade tem um viés econômico: a ideia central é prender os mais vulneráveis, promover a superlotação dos presídios, assegurar a maximização da taxa de lucro do capital.
Alberto Fernández e sua vice, Cristina Kirchner, não são socialistas nem comunistas. Eles simplesmente não são burros e são “argentinos” [no sentido de nacionalismo, de defender a pátria deles perante interesses estrangeiros]. O que fazem é adotar uma política anticíclica, que nada mais é a busca de compensações para os desequilíbrios econômicos.
No Brasil, durante o governo Lula, houve o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), cujas características anticíclicas e desenvolvimentistas visaram promover um crescimento econômico através do aumento de gastos públicos em obras de infraestrutura. O destaque foi para o programa Minha Casa, Minha Vida, que aqueceu o setor da construção civil e proporcionou a casa própria para milhões de brasileiros.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247