Fazenda tenta conter sangria promovida por reajuste de servidores
Diante do estrago provocado pelo aumento salarial do funcionalismo público aprovado pela Câmara, o Ministério da Fazenda disse que o aumento está condicionado ao teto estabelecido pela Constituição; caso a emenda que limita o aumento de gastos à inflação do ano anterior seja aprovada, este índice passará a valer para todo o funcionalismo, o que na prática elimina qualquer ganho real; equipe econômica queria deixar este ponto desde o início, mas a iniciativa teria sido barrada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e pelo próprio presidente interino Michel Temer, para evitar possíveis embates com a categoria
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247 - O Ministério da Fazenda engrossou o tom em relação ao aumento salarial do funcionalismo. De acordo com a pasta comandada por Henrique Meirelles, o aumento dos servidores está condicionando ao teto estabelecido pela Constituição. Em resumo: caso a emenda que limita o aumento de gastos à inflação do ano anterior, este índice passará a valer para todo o funcionalismo, o que na prática elimina qualquer ganho real.
Desde o início, a equipe econômica queria deixar claro que o teto estabelecido pela PEC seria válido também para os servidores. A iniciativa, porém, teria sido barrada por Mierelles e pelo próprio presidente interino Michel Temer, antes que as medidas econômicas fossem anunciadas. O temor era de que sindicatos de servidores partissem para o confronto ao receberem a notícia como um fato consumado.
Agora, diante da repercussão negativa criada pelo aumento aprovado pela Câmara o Ministério resolveu se posicionar de forma contrária aos reajustes.
Confira a íntegra da nota do Ministério da Fazenda sobre o assunto.
"O governo já anunciou que vai propor ao Congresso Nacional emenda constitucional que limitará, pela primeira vez, o crescimento do gasto público e proporcionará o necessário ajuste estrutural das contas públicas.
Essa proposta de emenda constitucional (PEC) adotará os valores considerados no Orçamento deste ano e definirá que não haverá crescimento real, ou seja, esses valores serão reajustados com base na inflação medida no ano anterior.
É prerrogativa do Congresso Nacional decidir onde os recursos públicos serão alocados, respeitando esse novo limite constitucional, caso a PEC seja aprovada.
O reajuste do funcionalismo estará sujeito ao limite constitucional de gastos. Portanto, não há nenhuma divergência entre o Ministério da Fazenda e o presidente da República em exercício Michel Temer."
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247