Farra fiscal faz Temer perder apoio dos liberais

Economistas conservadores e jornalistas que abraçam esse discurso estão cada vez mais frustrados com a farra fiscal que vem sendo promovida pelo interino Michel Temer para tentar se manter no poder; Samuel Pêssoa, da FGV, afirmou que Henrique Meirelles está cada vez mais parecido com Joaquim Levy, que foi incapaz de aprovar seu ajuste fiscal; Alexandre Schwartsman diz que a gastança condena o Brasil a um crescimento medíocre; Miriam Leitão já aponta a desconfiança do mercado em relação às promessas de Temer e Meirelles, enquanto Fernando Dantas, do Estado, diz que Temer abusa da sorte e Vicente Nunes, do Correio Braziliense, afirma que Meirelles derrapa; discurso conservador começa a descobrir que a "ponte para o futuro" é apenas a ponte para o passado do velho toma-lá-dá-cá 

Economistas conservadores e jornalistas que abraçam esse discurso estão cada vez mais frustrados com a farra fiscal que vem sendo promovida pelo interino Michel Temer para tentar se manter no poder; Samuel Pêssoa, da FGV, afirmou que Henrique Meirelles está cada vez mais parecido com Joaquim Levy, que foi incapaz de aprovar seu ajuste fiscal; Alexandre Schwartsman diz que a gastança condena o Brasil a um crescimento medíocre; Miriam Leitão já aponta a desconfiança do mercado em relação às promessas de Temer e Meirelles, enquanto Fernando Dantas, do Estado, diz que Temer abusa da sorte e Vicente Nunes, do Correio Braziliense, afirma que Meirelles derrapa; discurso conservador começa a descobrir que a "ponte para o futuro" é apenas a ponte para o passado do velho toma-lá-dá-cá 
Economistas conservadores e jornalistas que abraçam esse discurso estão cada vez mais frustrados com a farra fiscal que vem sendo promovida pelo interino Michel Temer para tentar se manter no poder; Samuel Pêssoa, da FGV, afirmou que Henrique Meirelles está cada vez mais parecido com Joaquim Levy, que foi incapaz de aprovar seu ajuste fiscal; Alexandre Schwartsman diz que a gastança condena o Brasil a um crescimento medíocre; Miriam Leitão já aponta a desconfiança do mercado em relação às promessas de Temer e Meirelles, enquanto Fernando Dantas, do Estado, diz que Temer abusa da sorte e Vicente Nunes, do Correio Braziliense, afirma que Meirelles derrapa; discurso conservador começa a descobrir que a "ponte para o futuro" é apenas a ponte para o passado do velho toma-lá-dá-cá  (Foto: Leonardo Attuch)


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247 – Os economistas liberais perderam a paciência com o interino Michel Temer e com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. O motivo é o rombo fiscal cada vez maior, apesar das promessas de ajuste fiscal. O mesmo se aplica aos jornalistas que abraçam esse discurso.

Para o economista Samuel Pêssoa, da FGV, Meirelles está cada vez mais parecido com Joaquim Levy, que foi incapaz de aprovar seu ajuste fiscal. “É só resgatar a trajetória, porque vimos esse filme com a Dilma e o Levy no ano passado: quando as medidas importantes para o ajuste fiscal chegaram ao Congresso, foram desfiguradas, e a sinalização agora é que o governo Temer e sua equipe econômica, por melhor que seja, podem reproduzir o mesmo enredo”, afirma.

O jornalista Fernando Dantas, do Estado de S. Paulo, avalia que Temer e Meirelles têm abusado da sorte, confiando na melhor liquidez internacional para atravessar o período atual. "O governo não deveria contar com a sorte. Não deveria, portanto, em seus cálculos sobre como reconduzir as contas públicas brasileiras a um estado saudável e plenamente solvente, ter como pressuposto que prosseguirão neste e nos próximos anos tanto o cenário internacional de alta liquidez e apetite de risco quanto a trajetória do deflator do PIB acima do IPCA. Tampouco deveria pressupor que vai vencer tudo no Congresso", diz ele.

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Vicente Nunes, colunista do Correio Braziliense, diz que Meirelles tem escorregado com frequência e que o clima na Fazenda já foi bem melhor do que agora. "Pois, passados quase três meses do governo de Michel Temer, o clima entre os auxiliares de Meirelles já não é de tanta autoconfiança. Há um certo descontentamento com o encaminhamento que vem sendo feito pelo governo, sob o argumento da interinidade, nas negociações com o Congresso que podem desfigurar o prometido ajuste fiscal. Com diz um dos técnicos, 'algo de muito estranho está acontecendo e o resultado pode ser muito ruim'”. 

"Meirelles sentiu o baque das concessões que foi obrigado a fazer. Nos últimos dias, reuniu-se com vários integrantes de sua equipe para construir um discurso de que tudo está bem, que, tão logo o impeachment definitivo de Dilma Rousseff seja aprovado, tudo será diferente e o governo adotará medidas duras e, se preciso for, impopulares, para cumprir todas as metas assumidas. Quando, porém, um ministro precisa fazer esse tipo de convencimento com sua equipe deve-se botar as barbas de molho. O risco de fracasso entrou no horizonte da Fazenda", diz ainda Vicente Nunes.

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Miriam Leitão, do Globo, confirma essa tese e diz que o mercado já olha para o governo Temer e sua equipe econômica com desconfiança cada vez maior. O economista Alexandre Schwartsman, por sua vez, diz que, enquanto o gasto público continuar crescendo – Temer ampliou o rombo em mais de R$ 100 bilhões – o Brasil estará condenado a um crescimento medíocre."Não há como sonhar com uma recuperação vigorosa como na saída de outras recessões, pelo contrário: o fardo do setor público há de garantir crescimento medíocre ainda por muitos anos", afirma.

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