“Existe vida após o ajuste”, afirma pesquisador da FGV

O ajuste fiscal é uma fase de transição e, para superá-lo, o Brasil vai precisar de uma agenda positiva em que a iniciativa privada terá um papel maior, disse o diretor do Centro de Economia Mundial da FGV, Carlos Langoni; "Existe vida após o ajuste. O Brasil vai sobreviver, ultrapassar essa fase de transição. E o grande desafio é como retomar os investimentos, porque sem isso não há crescimento", afirmou

O ajuste fiscal é uma fase de transição e, para superá-lo, o Brasil vai precisar de uma agenda positiva em que a iniciativa privada terá um papel maior, disse o diretor do Centro de Economia Mundial da FGV, Carlos Langoni; "Existe vida após o ajuste. O Brasil vai sobreviver, ultrapassar essa fase de transição. E o grande desafio é como retomar os investimentos, porque sem isso não há crescimento", afirmou
O ajuste fiscal é uma fase de transição e, para superá-lo, o Brasil vai precisar de uma agenda positiva em que a iniciativa privada terá um papel maior, disse o diretor do Centro de Economia Mundial da FGV, Carlos Langoni; "Existe vida após o ajuste. O Brasil vai sobreviver, ultrapassar essa fase de transição. E o grande desafio é como retomar os investimentos, porque sem isso não há crescimento", afirmou (Foto: Gisele Federicce)


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Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil

O ajuste fiscal é uma fase de transição e, para superá-lo, o Brasil vai precisar de uma agenda positiva em que a iniciativa privada terá um papel maior, disse hoje (8) o diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Carlos Langoni.

"Existe vida após o ajuste. O Brasil vai sobreviver, ultrapassar essa fase de transição. E o grande desafio é como retomar os investimentos, porque sem isso não há crescimento", afirmou Langoni, ao participar do seminário Brasil: Perfil de Competitividade, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. Ele defendeu uma economia que estimule mais investimento privado. "A crise está empurrando o Brasil para um caminho de eficiência, baseado não no governo, mas no setor privado."

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Ele defendeu a adoção de concessões para atrair o investimento privado, e comparou-as às privatizações. "A concessão é uma privatização envergonhada. Uma concessão de 25 anos, renovável por mais 25, é uma privatização".

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Rio, Carlos Mariani, destacou dificuldades da indústria e pediu a desoneração da produção, com redução da carga tributária e da burocracia. Mariani defendeu também a regulamentação das terceirizações e disse que a medida vai resolver o problema da insegurança jurídica.

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O projeto de lei que prevê a regulamentação das terceirizações, inclusive na atividade-fim das empresas, sofre forte oposição de sindicatos, que veem precarização das relações de trabalho com a medida.

Fernando Blumenschein, economista da FGV, apresentou um estudo sobre a competitividade. Segundo ele, a pesquisa mostra acentuadas disparidades na entre as microrregiões brasileiras e também entre setores da economia.

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Apesar disso, quando são analisados todos os setores e dimensões da competitividade de cada microrregião, é possível identificar pontos fortes que podem nortear políticas públicas, disse Blumenschein.

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