Ex-diretor da Caixa denuncia propina no setor de energia

O ex-superintendente Roberto Madoglio assumiu ter recebido propinas de empresas ligadas ao setor energético e afirmou em delação que irá devolver R$ 39 milhões aos cofres públicos; juntas, as três empresas receberam R$ 1,2 bilhão do FI-FGTS, fundo formado com parte do dinheiro depositado na conta dos trabalhadores

Agência da Caixa Econômica Federal no Rio de Janeiro. 20/08/2014 REUTERS/Pilar Olivares
Agência da Caixa Econômica Federal no Rio de Janeiro. 20/08/2014 REUTERS/Pilar Olivares (Foto: Lais Gouveia)


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247 - O ex-superintendente de Fundos de Investimento Especiais da Caixa Roberto Madoglio confessou ter recebido propina para favorecer empresas do setor elétrico interessadas em obter aportes do fundo de investimento do FGTS, segundo informou o Jornal Estadão. A delação faz parte das operações Sépsis e Cui Bono, que investigam esquemas de corrupção na estatal. 

O ex-superintendente assumiu ter recebido propina do Grupo Rede, da J. Malucelli Energia e da Hidrotérmica. Juntas, as três empresas receberam R$ 1,2 bilhão do FI-FGTS, fundo formado com parte do dinheiro depositado na conta dos trabalhadores. 

Madoglio confessou na delação ter recebido propina e que irá devolver R$ 39,2 milhões que recebeu de forma irregular em contas na Suíça e no Uruguai. No caso dessas três empresas do setor elétrico, a propina teria somado R$ 10 milhões.

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A Caixa, em nota, disse que os fatos da delação são alvo de apurações internas. A Hidrotérmica disse desconhecer o teor das declarações da Madoglio e afirmou que Ruyzen não é mais funcionário e está sendo processado pela companhia.

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