Ex-assessor de Palocci ataca política econômica
Vice-presidente do Insper e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Marcos Lisboa afirma que o velho desenvolvimentismo não oferece muito mais do que um crescimento "medíocre" de 2%, ou 2,5%; ele também critica o modelo de concessão de benefícios pelo governo a setores da economia; há "pouco transparência", diz
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247 – O "resgate da velha política" traz duas principais consequências negativas para a política econômica do País, avalia o vice-presidente do Insper (Ensino Superior e Pesquisa em Negócios, Economia e Direito), Marcos Lisboa.
Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Lisboa, que foi assessor do ministro da Fazenda Antônio Palocci, explica que uma delas vem a ser a macroeconômica, "que é a deterioração fiscal". E a segunda, "distorções microeconômicas".
"Não voltamos ao que o Brasil já foi no passado, mas certamente estamos piores do que estávamos na década passada e bem piores do que poderíamos estar", afirma. O modelo, diz ele, prejudica os próximos anos. "É uma economia medíocre, que cresce 2%, 2,5% e que em um ano bom pode chegar a 3%. Essa é uma implicação do resgate do velho desenvolvimentismo", diz.
Na opinião do ex-secretário de Política Econômica, o modelo de concessão de benefícios pelo governo a alguns setores da economia também não é o ideal. "Os mecanismos para conceder benefícios contam com pouca transparência, não se estabelece metas para as políticas públicas.
A consequência é que não se sabe o que funciona ou não", opina. Segundo ele, "precisamos de uma agenda de maior justiça econômica", em que "setores e grupos semelhantes têm que ter obrigações semelhantes".
O Brasil, de acordo com Lisboa, "está perdendo o bonde da infraestrutura há 20 anos". Ele bate no pé de que as intenções são legítimas, mas é preciso mais transparência e clareza nos procedimentos.
Leia aqui a íntegra da entrevista.
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