Europa se alinha contra afrouxamento de meta da França
País de François Hollande (foto), cujo déficit ficou em 4,3 por cento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2013, sinalizou que deseja renegociar o atual prazo de 2015 para reduzir o valor a 3 por cento; "A França deve obedecer às mesmas regras de Chipre, Malta e todos os outros", afirmou Jean-Claude Juncker, ex-primeiro-ministro de Luxemburgo, candidato de centro-direita ao maior posto da Comissão Europeia; "Eu não acho que a França deve receber tratamento especial novamente"
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BERLIM, 5 Abr (Reuters) - O principal candidato conservador à presidência da Comissão Europeia e o chefe do Bundesbank alemão vieram a público para dizer que são contra a concessão de mais tempo para a França diminuir o seu déficit, alertando que tal medida seria um perigoso precedente para outros países na União Europeia.
Jean-Claude Juncker, ex-primeiro-ministro de Luxemburgo e que foi durante muito tempo chefe do fórum Eurogroup de ministros das finanças da zona do euro, afirmou em Berlim que a França não deve ter "tratamento especial" novamente depois de ter recebido, no ano passado, mais dois anos para atingir metas de déficit.
A França, cujo déficit ficou em 4,3 por cento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2013, sinalizou que deseja renegociar o atual prazo de 2015 para reduzir o valor a 3 por cento.
O ministro das Finanças da França, Michel Sapin, deve viajar para Berlim na segunda-feira para tentar obter mais margem de manobra.
"A França deve obedecer às mesmas regras de Chipre, Malta e todos os outros", afirmou Juncker, candidato de centro-direita ao maior posto da Comissão Europeia depois das eleições parlamentares de maio, durante congresso do Partido Cristão Democrata (CDU), da chanceler Angela Merkel. "Eu não acho que a França deve receber tratamento especial novamente."
O presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, disse ao jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung que o pedido é uma "questão séria", vindo de um país que deveria servir de exemplo para a Europa.
"Deveríamos deixar claro para a França quais são as suas responsabilidades", afirmou Weidmann, repercutindo comentários de Olli Rehn, comissário europeu para assuntos econômicos e monetários, que disse ao mesmo jornal alemão que as regras não eram "brincadeira".
(Reportagem de Andreas Rinke)
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