EUA tarifam aço e alumínio da UE, Canadá e México

Os EUA anunciaram que vão avançar com tarifas de importação sobre alumínio e aço de Canadá, do México e da União Europeia, encerrando meses de incerteza sobre possíveis isenções e reacendendo temores sobre uma guerra comercial; tarifas de importação de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio da UE, do Canadá e do México entrarão em vigor à meia-noite 

EUA tarifam aço e alumínio da UE, Canadá e México
EUA tarifam aço e alumínio da UE, Canadá e México (Foto: RICH PRESS)


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Reuters - Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira que vão avançar com tarifas de importação sobre alumínio e aço de Canadá, do México e da União Europeia, encerrando meses de incerteza sobre possíveis isenções e reacendendo temores sobre uma guerra comercial global.

A medida, anunciada pelo secretário de Comércio norte-americano, Wilbur Ross, em briefing por telefone nesta quinta-feira, enfureceu os principais aliados dos EUA e indica um endurecimento da abordagem da administração do governo do presidente, Donald Trump, a negociações comerciais.

A decisão também afetou mercados financeiros, com o Dow Jones .DJI operando em queda de cerca de 0,5 por cento. As ações dos pesos-pesado da indústria Boeing (BA.N) e Caterpillar (CAT.N) eram negociadas em baixa de cerca de 1 por cento, enquanto ações de companhias de aço e alumínio dos EUA subiam.

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Tarifas de importação de 25 por cento sobre o aço e de 10 por cento sobre o alumínio da UE, do Canadá e do México entrarão em vigor à meia-noite (horário local), disse Ross a repórteres.

"Estamos ansiosos para continuar as negociações, tanto com o Canadá e o México, por um lado, e com a Comissão Europeia, por outro lado, porque há outras questões que também precisamos resolver", disse.

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Trump anunciou as tarifas em março como parte de um esforço para proteger a indústria e trabalhadores dos EUA do que ele descreveu como competição internacional injusta. Isenções temporárias foram concedidas a uma série de países e isenções permanentes para diversos países incluindo Austrália, Argentina e Coreia do Sul.

Parceiros comerciais dos EUA tinham requerido que as isenções fossem estendidas ou tornadas permanentes.

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O Brasil, segundo maior exportador de aço para os EUA, negocia com Washington uma eventual isenção das tarifas sobre aço e alumínio, impostas em março pelo governo Trump. Uma fonte do governo brasileiro, com conhecimento das conversas, disse na semana passada que o Brasil negociava uma cota de exportação de produtos siderúrgicos para os EUA.

Países afetados pelo anúncio reagiram. "Hoje, a França e a UE desaprovam, é claro, essas medidas", disse o vice-ministro do Comércio francês, Jean-Baptiste Lemoyne a repórteres em Paris. "Estamos prontos para colocar em vigor salvaguardas, medidas de reequilíbrio porque não deixaremos medidas injustificáveis e injustificadas ficarem sem resposta."

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A Alemanha entende como "ilegal" a decisão dos EUA de seguir adiante com as tarifas sobre importações de aço e alumínio de Canadá, México e UE, disse o ministro do Exterior do país, Heiko Maas.

"Nossa resposta para a 'América Primeiro' (frase de Trump) só pode ser 'Europa Unida'", disse Maas em nota.

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O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, afirmou que as medidas dos EUA são "totalmente inaceitáveis".

O governo Trump também ameaçou impor tarifas sobre importações de carros, está engajado em negociações com a China para reduzir o déficit comercial dos EUA e disse que irá punir Pequim por roubar sua tecnologia ao impor tarifas sobre 50 bilhões de dólares em exportações da China.

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Além disso, os EUA estão envolvidos em negociações com Canadá e México para atualizar o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês).

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