Estudo da Fiesp mostra que investimento da indústria deve recuar 50%

O investimento da indústria de transformação em máquinas, equipamentos e instalações deve somar neste ano R$ 48,4 bilhões, um recuo de 50,4% em relação ao aplicado em 2015, segundo a Pesquisa Fiesp de Intenção de Investimento 2016; 56,6% das empresas pesquisadas declararam não ter realizado investimentos em 2015, e 73,2% não irão investir este ano

O investimento da indústria de transformação em máquinas, equipamentos e instalações deve somar neste ano R$ 48,4 bilhões, um recuo de 50,4% em relação ao aplicado em 2015, segundo a Pesquisa Fiesp de Intenção de Investimento 2016; 56,6% das empresas pesquisadas declararam não ter realizado investimentos em 2015, e 73,2% não irão investir este ano
O investimento da indústria de transformação em máquinas, equipamentos e instalações deve somar neste ano R$ 48,4 bilhões, um recuo de 50,4% em relação ao aplicado em 2015, segundo a Pesquisa Fiesp de Intenção de Investimento 2016; 56,6% das empresas pesquisadas declararam não ter realizado investimentos em 2015, e 73,2% não irão investir este ano (Foto: Gisele Federicce)


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Fiesp - O investimento da indústria de transformação em máquinas, equipamentos e instalações deve somar neste ano R$ 48,4 bilhões, um recuo de 50,4% em relação ao aplicado em 2015, segundo a Pesquisa Fiesp de Intenção de Investimento 2016.

De acordo com o levantamento feito pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp (Decomtec), 56,6% das empresas pesquisadas declararam não ter realizado investimentos em 2015, e 73,2% não irão investir este ano. Com o recuo, o setor manufatureiro deve contribuir para a queda do investimento total. A formação bruta de capital fixo deve cair de 18,2% para 17% do PIB de 2015 para o fim deste ano, segundo projeção do estudo.

A pesquisa foi realizada com base em uma amostra de 1.120 empresas de vários portes e setores industriais, e seus resultados reforçam a gravidade da crise econômica atual, uma das piores da história brasileira. As entrevistas foram realizadas entre os dias 14 de março e 22 de abril de 2016, antes da mudança no governo federal.

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Segundo o diretor do Decomtec, José Ricardo Roriz Coelho, a pesquisa captou os ânimos das indústrias antes da abertura do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Ele diz que há um otimismo maior hoje dos representantes das empresas com o governo do presidente interino Michel Temer, mas os dados conjunturais e o cenário que levaram aos resultados da pesquisa ainda não se alteraram.

"A perspectiva de recuo da demanda levará o empresário a adotar uma estratégia predominantemente defensiva neste ano, baseada na redução de custos e aumento da produtividade, o que é característico de períodos recessivos", enfatiza Roriz.

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O material mostra que como parcela do faturamento, o investimento em máquinas, equipamentos e instalações deve recuar de 4% para 2,2%. A origem dos recursos para investimento fixo estará bastante concentrada nos recursos próprios, em 2016, representando 74%. Segundo o histórico da pesquisa, o percentual médio é de 64%.

Na análise por porte, as empresas pequenas serão as que mais deverão reduzir suas inversões em máquinas, equipamentos e instalações (64,8%), seguidas das empresas médias (55,7%) e por último, pelas grandes empresas (48,3%).

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A retração esperada para a economia brasileira -de 3,8% em 2016- reduz o investimento industrial, porque o setor projeta um cenário de queda de demanda e baixo retorno.

Nesse sentido, o baixo crescimento econômico foi apontado como a principal limitante ao investimento em 2016, ultrapassando o histórico entrave da elevada carga tributária.

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"A queda projetada do investimento industrial em todos os portes, a baixa propensão do empresário a investir e a predominância da estratégia defensiva sacrificam a capacidade de crescimento da indústria e dificultam ainda mais a recuperação do crescimento econômico", conclui Roriz.

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