Estratégia de arrocho de Paulo Guedes é contestada por economistas
Diante da profunda crise econômica e financeira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, continua insistindo em uma estratégia de corte do gasto e do investimento públicos. São cada vez mais numerosos os economistas que contestam essa tese
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247 - O debate sobre estratégias para enfrentar a crise divide economistas do setor privado.
A política de Paulo Guedes contrária à expansão do gasto e investimento públicos não é consensual, aponta reportagem do jornalista Eduardo Cucolo na Folha de S.Paulo.
A economista Monica de Bolle, professora da Universidade Johns Hopkins, opina que há chances de uma contração econômica no Brasil neste ano, e o governo precisa deixar a agenda de reformas em segundo plano e priorizar uma agenda de resposta à crise.
Entretanto, Paulo Guedes considera prioritário cortar gastos e considerar que a cura de todos os males econômicas do país está nas chamadas "reformas".
O ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa defende uma reforma do teto de gastos, o que inclui um limite diferenciado para os investimentos. Ele lembra que o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Central Europeu recomendaram uso de política fiscal para combater a crise, o que inclui reforço da rede pública de proteção social e saúde.
Mas ainda há vozes, como da economista Zeina Latif, considerando um equívoco adotar políticas de estímulo econômico
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