Escravidão não gera progresso, lembra Fernando Brito

A contratações de “trabalhadores intermitentes”, aquela vergonha que leva pessoas a terem remuneração mensal de menos de R$ 200 foi um fiasco: apenas três mil contratações, em todo o país, aponta o editor do Tijolaço; "Propaganda não faz progresso econômico. Escravidão também não", diz ele

O ministro da Fazenda do Brasil, Henrique Meirelles (à esquerda) ao lado do presidente Michel Temer durante evento em Brasília 11/07/2017 REUTERS/Adriano Machado
O ministro da Fazenda do Brasil, Henrique Meirelles (à esquerda) ao lado do presidente Michel Temer durante evento em Brasília 11/07/2017 REUTERS/Adriano Machado (Foto: Leonardo Attuch)


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Por Fernando Brito, editor do Tijolaço

Os economistas ouvidos pelo jornal Valor previam 26 mil empregos a mais em novembro.

Já era um quase nada.

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O resultado, porém, foi pior: mais de 12 mil vagas fechadas.

A contratações de “trabalhadores intermitentes”, aquela vergonha que leva pessoas a terem remuneração mensal de menos de R$ 200 foi um fiasco: apenas três mil contratações, em todo o país.

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Das duas, uma, ou ambas: ou as empresas esperam antes de correrem os riscos de uma legislação que está mais do que questionada judicialmente ou a tal “retomada da economia” é uma marolinha, apesar do foguetório da mídia com as vendas de Natal.

Propaganda não faz progresso econômico.

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Escravidão também não.

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