'Era do sigilo bancário acabou', diz secretário da Receita
"Vai ficar muito mais fácil a Receita alcançar valores não declarados no exterior. No passado, era muito fácil esconder dinheiro. A era do sigilo bancário acabou”, decretou Jorge Rachid, secretário da Receita Federal, empolgado com R$ 50,9 bilhões arrecadados com a repatriação de recursos não declarados no exterior; enquanto setores do governo comemoram e já planejam uma nova rodada de incentivos à repatriação em 2017, a área técnica teme que parlamentares criem brechas para desvirtuar o projeto
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247 - "Vai ficar muito mais fácil a Receita alcançar valores não declarados no exterior. No passado, era muito fácil esconder dinheiro. A era do sigilo bancário acabou”, decretou Jorge Rachid, secretário da Receita Federal, empolgado com R$ 50,9 bilhões arrecadados com a repatriação de recursos não declarados no exterior. Enquanto setores do governo comemoram e já planejam uma nova rodada de incentivos à repatriação em 2017, a área técnica teme que parlamentares criem brechas para desvirtuar o projeto, diz reportagem de O Globo.
"Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, não escondeu sua satisfação com o resultado e afirmou que “quanto mais se arrecadas, melhor”.
“Possibilidade (de reabrir) existe. Já existem países que fizeram mais de uma rodada. É absolutamente possível que o Congresso decida, já que é soberano para isso. Quanto mais arrecadar, melhor. Portanto, não temos nada contra um novo projeto que seja consistente.
O maior temor da área técnica é que os parlamentares usem esse novo projeto de repatriação para abrir brechas no programa de 2016. Uma delas seria passar a permitir que políticos e seus familiares possam regularizar ativos. Isso seria uma forma de beneficiar, por exemplo, a mulher do ex.deputado Eduardo Cunha, Claudia Cruz, que tentou ingressar na anistia e teve o pedido rejeitado."
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