Equipe econômica tem ciúme de Meirelles com Temer
Os contrapontos entre Planalto e Congresso sobre o projeto de renegociação das dívidas dos estados com a União traz à tona 'o ciúme' da equipe ministerial por causa da proximidade entre o ministro interino da Fazenda, Henrique Meirelles, e o vice-presidente em exercício, Michel Temer; apesar de ter autonomia para conduzir o ajuste fiscal, Meirelles foi criticado por assessores de Temer quando defendeu que a renegociação das dívidas tivesse como contrapartida a proibição de reajuste nos salários dos servidores públicos dos governos estaduais por dois anos
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247 - Os contrapontos entre Planalto e Congresso sobre o projeto de renegociação das dívidas dos estados com a União traz à tona 'o ciúme' da equipe ministerial por causa da proximidade entre o ministro interino da Fazenda, Henrique Meirelles, e o vice-presidente em exercício, Michel Temer.
Apesar de ter autonomia para conduzir o ajuste fiscal, Meirelles foi criticado por assessores de Temer quando defendeu que a renegociação das dívidas tivesse como contrapartida a proibição de reajuste nos salários dos servidores públicos dos governos estaduais por dois anos.
A proposta foi rejeitada pelos deputados, muitos dos quais pretendem se candidatar a governador em 2018 e não querem se indispor com o funcionalismo. Ela acabou retirada do projeto, cujo texto-base foi aprovado na Câmara.
"Num ambiente político é normal que predomine um foco político. Mas é interesse de todos que o país dê certo. Ter um fogo amigo contra o ajuste acaba sendo um fogo amigo contra o próprio governo. Para que o governo tenha sucesso, é necessário que o ajuste tenha sucesso", diz um integrante da cúpula econômica ao jornal O Globo.
A fonte, diz O Globo, lembra que no projeto de renegociação das dívidas dos estados com a União, o ministro da Fazenda tinha como foco principal fixação de teto para os gastos, e isso acabou ficando na proposta. A suspensão dos reajustes de servidores por dois anos havia sido incluída no texto como contrapartida a pedido dos próprios governadores, que não queriam arcar sozinhos com o ônus de segurar aumentos de salários.
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