Época prevê 'apocalipse' contra a Odebrecht

Reportagem da revista Época aponta que a próxima fase da Operação Lava Jato, depois do "Juízo Final", já foi batizada de "Apocalipse" e terá como alvo a Odebrecht, de Marcelo Odebrecht, que foi acusada por Paulo Roberto Costa de lhe pagar uma propina de US$ 23 milhões na Suíça

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247 - O próximo passo da Operação Lava Jato terá como foco, segundo a revista Época, a empreiteira Odebrecht, de Marcelo Odebrecht, que foi acusada por Paulo Roberto Costa de lhe pagar uma propina de US$ 23 milhões. Leia, abaixo, um trecho da reportagem de Marcelo Rocha e Filipe Coutinho (aqui a íntegra):

Advogados envolvidos na defesa das empreiteiras estão temerosos da fase da Lava Jato que virá nos próximos dias  – após o “Juízo Final”, em 14 de novembro, a nova onda tem a alcunha de “Apocalipse”. O maior foco de tensão está na Odebrecht, alvo de uma investigação exclusiva, devido a um contrato de R$ 3,1 bilhões assinado em dezembro de 2009 com a Petrobras para a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Uma reportagem de ÉPOCA revelou uma suspeita de superfaturamento num percentual de 18% a 20% e de pagamento de propina por dois diretores a Paulo Roberto e a Duque – além de “colaboração” financeira com campanhas de partidos comandavam o aparelhamento político na Petrobras. Na ocasião, a Odebrecht negou veementemente a acusação.

Os investigadores no Paraná estão reticentes em relação à atuação da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal, principalmente após a soltura de Duque, ordenada na semana passada pelo ministro Teori Zavascki. Na decisão, Zavascki se refere a Moro como “magistrado de primeira instância”. “O fato de o agente supostamente manter valores tidos por ilegais no exterior, por si só, não constitui motivo suficiente para a decretação da prisão preventiva”, diz. Ato contínuo, Moro divulgou a íntegra dos depoimentos dos dois delatores, que incriminam fortemente Duque. Em maio, algo semelhante ocorrera. Zavascki mandara soltar 12 réus presos na Lava Jato, entre eles Paulo Roberto. Moro alertou Zavascki para a possibilidade de fuga dos acusados (vários deles doleiros), e Zavascki reconsiderou sua decisão – mas manteve Costa em liberdade. Um mês depois, com a descoberta de contas na Suíça, Moro ordenou novamente a prisão de Costa e não foi contestado por Zavascki. Policiais e procuradores temem a libertação dos nove executivos de empreiteiras presos no Juízo Final.

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