Engenheiros defendem Petrobras como operadora única do pré-sal
A Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) critica o projeto do senador José Serra (PSDB-SP), que retira da estatal a prerrogativa de ser operadora única do pré-sal e de participação mínima de 30%; de acordo com Aepet, "ter a Petrobrás como operadora única possibilita maior controle social e diminui o risco de exploração predatória dos campos do pré-sal, caso sejam leiloados"; a entidade reforça que é preciso "evitar o risco de fraude na medição da vazão do petróleo produzido"e o "de fraude na medição dos custos dos empreendimentos e da operação"; segundo a Aepet, "os riscos são mínimos, a produtividade dos campos operados pela Petrobrás é alta e os custos são conhecidos pela companhia"
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247 - A Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) critica o projeto do senador José Serra (PSDB-SP), que retira da estatal a prerrogativa de ser operadora única do pré-sal e de participação mínima de 30%. A entidade apresentou algumas razões para justificar sua posição contrária à proposta, aprovada pelo Senado.
De acordo com Aepet, "ter a Petrobrás como operadora única possibilita maior controle social e diminui o risco de exploração predatória dos campos do pré-sal, caso sejam leiloados". O texto diz que "a operação e a máxima participação da Petrobrás nos consórcios permitem que maior parcela do petróleo produzido seja propriedade da União garantindo vantagem geopolítica estratégica".
Outros motivos apontados pela associação são o de que é preciso "evitar o risco de fraude na medição da vazão do petróleo produzido e a consequente redução da fração partilhada com a União" e "evitar o risco de fraude na medição dos custos dos empreendimentos e da operação com a consequente redução da fração de petróleo partilhada com a União".
Segundo a entidade, "os riscos são mínimos, a produtividade dos campos operados pela Petrobrás é alta e os custos são conhecidos pela companhia". A Aepet afirma que "a máxima participação da Petrobrás nos consórcios permitem que maior parcela dos resultados econômicos sejam destinados para atender às necessidades e garantir os direitos dos brasileiros".
Resposta a José Serra
A associação também elaborou um documento para responder ao senador José Serra, pois, de acordo com o tucano, "a crise na Petrobras é estrutural e extremamente grave". A Aepet diz que não há como negar que a Petrobras enfrenta uma crise, mas com "aspectos conjunturais e estruturais, assim como reúne causas de origem nacional e internacional". "De natureza conjuntural e nacional, elencamos as consequências econômicas e políticas da corrupção instalada para lesar a companhia e revelada pela Operação Lava Jato", diz o texto.
Segundo a entidade, "a crise política decorrente da instabilidade precipitada após uma disputada corrida eleitoral pela presidência". "Ao desarranjo político se soma a crise econômica e seus impactos na economia nacional. É notório que a conjuntura política e econômica tem impactos na principal empresa controlada pelo Estado brasileiro. Desvalorização cambial abrupta, inflação, redução da demanda interna, corrupção e suas consequências ao endividamento e ao fluxo de caixa da estatal são classificadas como aspectos conjunturais e nacionais".
Outro trecho do documento afirma que a ascensão e a queda dos preços dos commodities, "cotados em dólares, depende da liquidez da moeda americana no mercado mundial e da demanda de países como a China". "A quantidade de dólares no mercado é definida pelo Federal Reserve (FED), o chamado banco central americano que é, na verdade, um cartel de bancos privados que controlam a emissão da moeda. Depois da precipitação da crise em 2008/2009 o FED adotou a chamada facilidade quantitativa, ou quantitative easing (QE), e injetou cerca de 80 trilhões de dólares, em quatro etapas, no sistema financeiro".
"A enxurrada de dólares diminuiu o custo do dinheiro, facilitando o crédito, e contribuiu para a escalada dos preços dos produtos primários. À cada dólar emitido pelo FED corresponde um dólar em título da dívida pública lançado pelo governo dos EUA. A política adotada para enfrentar a crise do sistema financeiro transferiu os prejuízos dos bancos privados para a dívida pública que então disparou".
A Aepet divulgou um vídeo justificando sua posição e rebatando José Serra:
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