Energia: Dilma reabre prazo de MP diante de ataques do PSDB
Presidente autoriza relator da MP 579, senador Renan Calheiros (PMDB), a abrir novo prazo, de 30 a 45 dias, para que as empresas de energia renovem suas concessões; objetivo é que a proposta de baixar a tarifa sofra menor resistência; presidente do PSDB, Sérgio Guerra (foto) volta a atacar e diz que governo deveria seguir exemplos de SP, MG e PR, onde afirma que a conta de luz já é mais barata; próxima semana será decisiva no Congresso
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247 – A presidente Dilma Rousseff foi convencida pelo relator da Medida Provisória 579, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), e pelo presidente da comissão que irá apreciar a medida, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), a estender o prazo para que as empresas de energia elétrica que ainda não fecharam contratos renovem suas concessões. Até agora, cinco estatais não aceitaram integralmente o acordo, o que, segundo o governo federal, prejudica a proposta de diminuir a tarifa de energia.
O objetivo, segundo os parlamentares, que se reuniram com Dilma nesta quinta-feira, é reduzir a resistência à MP, que tem sofrido duros ataques da oposição. De acordo com o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra, o governo federal deveria seguir os exemplos de São Paulo, Minas Gerais e Paraná – cujas empresas Cesp, Cemig e Copel não aderiram à proposta –, onde, segundo ele, a energia já é mais barata, principalmente para os mais pobres.
Por duas vezes a presidente, irritada com a não adesão das empresas de estados governados pelo PSDB, mencionou o assunto em seus discursos. Primeiro, afirmou lamentar a "profunda insensibilidade" daqueles que não compreendiam a importância da proposta. Nesta quinta, discursou a industriais justificando que não criou a medida com "chapéu alheio", como foi acusada pelos tucanos.
A próxima semana será decisiva para a proposta do governo federal. O cronograma foi agendado da seguinte forma: na terça-feira, ocorrerá a votação na comissão mista, na quarta, a votação na Câmara dos Deputados e, na quinta, no Senado.
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