Empresas brasileiras sofrem com cenário de câmbio e commodities, diz Moody's

Em relatório, agência de classificação afirma que qualidade de crédito nas empresas foi afetada, e destaca setores de papel e celulose e companhias aéreas. "É improvável que construtoras tenham fluxo positivo", previne

Empresas brasileiras sofrem com cenário de câmbio e commodities, diz Moody's
Empresas brasileiras sofrem com cenário de câmbio e commodities, diz Moody's (Foto: Shutterstock)


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247 - Em relatório divulgado nesta segunda-feira, 11, a agência de classificação de risco Moody's afirma que os cenários de câmbio e commodities está enfraquecendo a qualidade de crédito das empresas brasileiras.

Segundo o documento, o recente movimento negativo dos ratings das empresas brasileiras em setores como papel e celulose e companhias aéreas contribui para a tendência dos ratings na América Latina. O período de dois anos em que o número de ações de ratings positivas foi maior ou equivalente às ações negativas na região terminou no último trimestre de 2011. Em 2012, até o atual momento, a agência teve apenas três ações positivas na região, comparadas com 17 ações negativas.

"Esperamos que as alterações de rating até o fim do ano sejam estáveis ou negativas, dependendo da exposição cíclica", disse o vice-presidente sênior da Moody's, Filippe Goossens. "No ano passado, começamos a ver uma bifurcação, com uma tendência de estável a positiva nos setores defensivos, tais como mídia e telecomunicações, e negativa em setores cíclicos como papel e celulose e companhias aéreas."

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A Moody's avalia ainda que algumas construtoras residenciais também devem sofrer um aumento de pressão: "Isso ocorrerá porque o setor enfrenta estouros de orçamentos e desafios logísticos para processar um número muito elevado de unidades sendo entregues, além do aumento dos custos de materiais, dentre outras questões". Para agência de rating, é improvável que o setor tenha fluxo de caixa positivo até o fim de 2012, ou mesmo no começo de 2013.

"Além disso, a recente e crescente seletividade dos investidores, à medida que a crise de dívida ganhava intensidade na Europa, significa que apenas as empresas bem estabelecidas e com ratings elevados conseguirão acessar os mercados de capitais internacionais para obter financiamento no curto prazo."

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Com informações da Reuters

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