Empresários lançam oposição a Paulo Skaf e denunciam uso político da instituição

"Entidade empresarial não pode servir de joguete ou escada para aspirações", aponta artigo de José Ricardo Roriz Coelho, que lidera a oposição empresarial ao aliado do bolsonarismo

Jair Bolsonaro cumprimenta Paulo Skaf, Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP)
Jair Bolsonaro cumprimenta Paulo Skaf, Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) (Foto: Anderson Riedel/PR)


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247 – A Fiesp, comandada há 16 anos por Paulo Skaf, passa a ter uma oposição forte, no momento em que o estado de São Paulo sofre um intenso processo de desindustrialização. O alvo é Skaf, que apoiou o golpe de 2016, com seu pato amarelo, processo que também contribuiu acentuadamente para a queda da produção industrial no Brasil. Seu principal opositor se chama José Ricardo Roriz Coelho, que defendeu mudanças radicais, em artigo publicado nesta quinta-feira, na Folha de S. Paulo.

"A indústria precisa se posicionar como interlocutora qualificada. Precisa ser ouvida e respeitada por empresários de outros setores, pelas três esferas de governos, pela sociedade como um todo. Mas não é isso, infelizmente, o que tem acontecido em São Paulo, justamente o Estado onde, historicamente, o setor mais se desenvolveu", diz ele.  "Uma entidade empresarial de respeito não pode ser usada como joguete, como escada de aspirações estranhas a seus representados. Não pode ser manipulada por políticos nem diminuída em sua essência. Tal comportamento não faz jus ao papel da indústria. Cerca de 27% dos investimentos feitos no país têm origem na indústria. Dois terços da atividade de inovação empresarial (67%) são de responsabilidade da indústria. O setor precisa fazer valer a agenda de impulsionar as condições de competitividade, precisa continuar gerando empregos de qualidade, com salários dignos, cuidar de seus interesses de classe. Precisa, enfim, numa palavra, mudar", afirma.

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Roriz que é preciso "mudar porque a Fiesp é uma instituição que precisa ser revigorada e passar a representar não correntes de opinião política, mas sim todos os industriais da capital e do interior de São Paulo, de todos os setores da indústria e de todos os tamanhos."

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