Emprego na indústria recua pelo 3º mês em julho

Queda foi de 0,2% na comparação com o mês anterior, de acordo com dados divulgados pelo IBGE; na comparação com julho de 2012, o total de pessoal ocupado na indústria recuou 0,8%; número de horas pagas também caiu pela terceira vez seguida

A Brazilian worker assembles a Ford car on an assembly line  at Sao Bernardo do Campo Ford plant, near Sao Paulo August 13, 2013. The pace of vehicle production in Brazil slipped in July to the lowest daily rate in five months as factories, facing sagging
A Brazilian worker assembles a Ford car on an assembly line at Sao Bernardo do Campo Ford plant, near Sao Paulo August 13, 2013. The pace of vehicle production in Brazil slipped in July to the lowest daily rate in five months as factories, facing sagging (Foto: Gisele Federicce)


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Por Camila Moreira

SÃO PAULO, 11 Set (Reuters) - O emprego na indústria brasileira recuou pelo terceiro mês seguido em julho ao cair 0,2 por cento na comparação com o mês anterior, em linha com a fraqueza da produção industrial.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o dado de junho foi revisado para uma queda de 0,1 por cento, após divulgação anterior de estabilidade. Em maio, o total de pessoal ocupado caiu 0,4 por cento, na primeira queda mensal do ano.

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Na comparação com julho de 2012 o total de pessoal ocupado na indústria recuou 0,8 por cento, vigésimo segundo resultado negativo seguido nesse tipo de confronto e o mais intenso desde fevereiro (-1,2 por cento).

Nessa base, o contingente de trabalhadores sofreu redução em 12 das 14 áreas pesquisadas, sendo que o principal impacto negativo veio do Nordeste, com queda de 4,3 por cento.

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A região registrou taxas negativas em 12 dos 18 setores analisados, com destaque para as indústrias de calçados e couro (-8,3 por cento), alimentos e bebidas (-3,6 por cento) e minerais não-metálicos (-7,4 por cento).

O IBGE também destacou os resultados negativos na Bahia (-7,4 por cento), Rio Grande do Sul (-2,1 por cento) e Pernambuco (-5,3 por cento).

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HORAS PAGAS

O número de horas pagas também caiu pela terceira vez seguida em julho em relação ao mês anterior, 0,3 por cento. Sobre julho de 2012, a taxa mostrou queda de 0,8 por cento, segundo recuo seguido e o mais forte desde março (-1,4 por cento).

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As principais influências negativas vieram de calçados e couro (-7,4 por cento), produtos de metal (-4,3 por cento), máquinas e equipamentos (-2,4 por cento) e outros produtos da indústria de transformação (-3,7 por cento).

Em julho, a produção industrial brasileira voltou a mostrar fraqueza, registrando queda de 2 por cento pressionada principalmente por bens de capital.

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As perspectivas para o setor ainda não são animadoras. Para agosto, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) apurado pela Fundação Getulio Vargas renovou o menor nível desde julho de 2009 ao recuar 0,6 por cento.

E a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) mostrou que o setor industrial registrou contração pelo segundo mês seguido em agosto, em meio à queda da produção e no volume de novos pedidos.

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