Emprego na indústria fica praticamente estável
Variação foi de 0,2% de fevereiro para março deste ano; com o resultado, o emprego na indústria fecha o primeiro trimestre do ano com retração de 0,3%, quinta taxa negativa consecutiva na comparação trimestral
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Nielmar de Oliveira - Repórter da Agência Brasil
O total de pessoal ocupado na indústria se manteve praticamente estável de fevereiro para março deste ano ao variar 0,2%. Com o resultado de março, o emprego na indústria fecha o primeiro trimestre do ano com retração de 0,3%, quinta taxa negativa consecutiva na comparação trimestral.
Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal: Emprego e Salário divulgados hoje (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam, apesar dos resultados negativos, "um ritmo de queda menos intenso do que os observados no terceiro e quarto trimestre de 2013, quando os dados indicavam quedas de 1,0% e 0,6%, respectivamente", informa o levantamento.
Quando a comparação se dá com março de 2013, a queda no emprego industrial, no entanto, chega a 1,9%, o que se constitui o trigésimo resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto.
No índice acumulado para o primeiro trimestre deste ano, comparativamente ao primeiro trimestre do ano passado, no entanto, o pessoal ocupado na indústria já acusa queda de 2%, intensificando o ritmo de queda em relação ao registrado no segundo, terceiro e quarto trimestres do ano passado, de respectivamente menos 0,5%, menos 1,2% e menos 1,8%.
Já a taxa anualizada, o índice acumulado nos últimos 12 meses, recuou 1,4% em março de 2014, mantendo a trajetória ligeiramente descendente iniciada em agosto do ano passado (menos 1%).
Queda no emprego industrial, reflete retração no maior parque fabril do país
Nielmar de Oliveira - A retração de 1,9% no nível do emprego industrial em março deste ano, frente a março do ano passado, reflete a redução no contingente de trabalhadores em dez dos 14 locais pesquisados, com destaque para São Paulo – o maior parque fabril do país, que exerceu o principal impacto negativo na taxa global ao recuar 2,8%, pressionado pela redução de pessoal em 13 das 18 atividades da Pesquisa Industrial Mensal: Emprego e Salário.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os destaques em São Paulo ficaram com as indústrias de produtos de metal (-12,4%), máquinas e equipamentos (-7,8%), calçados e couro (-12,3%), produtos têxteis (-6,3%) e refino de petróleo e produção de álcool (-9,5%).
O recúo de 2% no índice acumulado do primeiro trimestre deste ano no emprego industrial mostra taxas negativas em 11 dos 14 locais e em 14 dos 18 setores investigados. São Paulo (-3,1%) registrou o principal impacto negativo, seguido pelo Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais.
Setorialmente, as contribuições negativas mais relevantes vieram de máquinas e equipamentos (-5,4%), produtos de metal (-6,2%), calçados e couro (-7,3%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-6,1%), produtos têxteis (-4,6%), meios de transporte (-2,1%) e refino de petróleo e produção de álcool (-7,1%). Os principais impactos positivos foram em alimentos e bebidas (1,5%) e produtos químicos (2,2%).
Sobre o pagamento aos trabalhadores, a pesquisa do IBGE revela que o valor da folha de pagamento real caiu 2,1% em março, na comparação com fevereiro. Na comparação trimestral, o valor da folha cresceu 0,5% no período janeiro-março de 2014, em relação ao trimestre anterior. Já na comparação com março de 2013, o valor da folha de pagamento real cresceu 0,5% em março deste ano - terceiro resultado positivo consecutivo nesse tipo de confronto, com resultados positivos em nove dos 14 locais investigados.
O número de horas pagas na indústria brasileira registrou queda de 0,3% em março deste ano, em relação a fevereiro. Na comparação trimestral, o número de horas pagas na indústria no primeiro trimestre deste ano acumula variação negativa de 0,4%, ante o registrado no período de janeiro a março de 2013.
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