Empregados da Caixa pedem a presidente do Senado celeridade em PL que inclui bancários no grupo prioritário de vacinação

Documento é encaminhado a Rodrigo Pacheco, presidente do Senado. Entidades pontuam que mortes entre trabalhadores da Caixa mais que triplicaram no mesmo período da pandemia

Agência da Caixa Econômica Federal
Agência da Caixa Econômica Federal (Foto: Pillar Pedreira/Agência Senado)


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A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) encaminharam ofício ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). O documento, entregue nesta segunda-feira (28), pede celeridade na votação do projeto de lei que inclui os bancários no grupo prioritário para a vacinação contra a covid-19 pelo Plano de Imunização (PNI) do Sistema Único de Saúde (SUS).

A inclusão dos empregados da Caixa e de outros bancos no grupo prioritário foi aprovada pela Câmara dos Deputados, dia 18 deste mês, por meio de emenda e destaque ao Projeto de Lei 1.011/2020. Como lembra a Fenae, o Decreto 10.329, de abril do ano passado, incluiu os serviços bancários entre as atividades essenciais no país.

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No ofício ao presidente do Senado, as entidades sindicais ponderam que incluir a categoria entre o público prioritário na vacinação contra a covid-19 contribuirá para o controle da disseminação do novo coronavírus, dado o atendimento ocorrer em ambiente fechado e haver frequente contato com cédulas, além de documentos e caixas eletrônicos manipulados por diversas pessoas. “É preciso que o público que frequenta as agências bancárias encontre o ambiente mais protegido possível”, ressalta o ofício, assinado pelos presidentes da Fenae, Sergio Takemoto, e da Contraf, Juvandia Moreira.

“A vacinação dos bancários da Caixa, que permanecem à frente do pagamento do auxílio emergencial e de outros benefícios sociais para mais da metade da população, tem sido solicitada ao governo federal desde o início da pandemia”, destaca Takemoto. Só este ano, a Fenae enviou dois ofícios ao Ministério da Saúde reforçando o pedido.

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A federação observa que estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos (Dieese), a pedido da Fenae, revelou que número de mortes de empregados da Caixa mais que triplicou: percentual de aumento de óbitos chega a 253% quando comparados os primeiros quadrimestres de 2020 e 2021. Embora o levantamento não atribua as mortes à contaminação pelo novo coronavírus, a quantidade de óbitos de trabalhadores da estatal cresceu exponencialmente durante a pandemia: foram 46 falecimentos nos primeiros quatro meses deste ano contra 13 no mesmo período de 2020.

De janeiro do ano passado a abril deste ano, um total de 108 bancários da Caixa perderam a vida. O estudo do Dieese mostrou também que o maior pico de mortes de empregados da Caixa ocorreu no último mês de abril: 16 óbitos.

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“Vamos continuar batalhando pela aprovação do projeto de lei pelos senadores, em defesa da vacina para todos, em defesa da vida”, afirma Sergio Takemoto, ao chamar a atenção para os primeiros resultados do “Dossiê Covid” entre os bancários da Caixa Econômica.

De acordo com o levantamento, cerca de 70% dos empregados do banco público ouvidos na pesquisa “Covid-19 como uma doença relacionada ao trabalho” atuam em agências e outras unidades da empresa onde faltam ventilação, janelas ou abertura para o ambiente externo. Os bancários também informam que há contato próximo com colegas e clientes, em menos de dois metros de distância. Há, ainda, registros de falta de máscaras em número suficiente para trocas periódicas. 

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O dossiê é produzido por pesquisadores das universidades de São Paulo (USP), Estadual Paulista (Unesp) e Federal do Pará (UFPA) por meio de acordo de cooperação entre a Fenae e a Associação de Saúde Ambiental e Sustentabilidade (Asas). Na Caixa, 628 trabalhadores já foram entrevistados pela pesquisa nacional, cujo objetivo é dar visibilidade à relação entre a atividade profissional e o adoecimento por contaminação pela covid-19.

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