Embraer é investigada por propina no exterior

Delator afirmou ao Ministério Público que a Embraer pagou propina de US$ 3 milhões para obter um contrato de US$ 92 milhões na República Dominicana; segundo o delator, o pagamento foi autorizado pelo então presidente da empresa, Frederico Curado

Delator afirmou ao Ministério Público que a Embraer pagou propina de US$ 3 milhões para obter um contrato de US$ 92 milhões na República Dominicana; segundo o delator, o pagamento foi autorizado pelo então presidente da empresa, Frederico Curado
Delator afirmou ao Ministério Público que a Embraer pagou propina de US$ 3 milhões para obter um contrato de US$ 92 milhões na República Dominicana; segundo o delator, o pagamento foi autorizado pelo então presidente da empresa, Frederico Curado (Foto: Leonardo Attuch)


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247 – Chegou a vez da Embraer. De acordo com reportagem do jornalista Walter Nunes, um delator afirmou ao Ministério Público que a Embraer pagou propina de US$ 3 milhões para obter um contrato de US$ 92 milhões na República Dominicana.

"Um funcionário da Embraer com mais de 30 anos de casa disse, em depoimento ao Ministério Público Federal do Rio, que a cúpula da empresa autorizou o pagamento de suborno a uma autoridade da República Dominicana durante negociações para venda de oito aviões Super Tucanos, entre 2008 e 2009", escreve Nunes.

Segundo o delator, o pagamento foi autorizado pelo então presidente da empresa, Frederico Curado. Em comunicado ao mercado divulgado na sexta-feira (29), a empresa afirmou que tem colaborado com as investigações conduzidas pelo Departamento de Justiça dos EUA e pela SEC, o órgão do governo americano que fiscaliza o mercado de ações.

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"A companhia contratou advogados externos para realizar uma investigação interna em operações realizadas em três países", disse a Embraer. "Em decorrência de informações adicionais, a companhia voluntariamente expandiu o escopo da investigação interna para incluir as vendas em outros países."

 

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