Em pregão volátil, Petrobras fecha em alta de 0,2%

Ibovespa fechou esta quarta-feira 4 em alta de 0,69%, a 49.301 pontos, depois de noticiário agitado da Petrobras; grande vetor da sessão continua sendo a estatal, que chegou a subir quase 8% depois de anunciar a renúncia de Graça Foster e 5 diretores, mas depois passou a apresentar volatilidade

Ibovespa fechou esta quarta-feira 4 em alta de 0,69%, a 49.301 pontos, depois de noticiário agitado da Petrobras; grande vetor da sessão continua sendo a estatal, que chegou a subir quase 8% depois de anunciar a renúncia de Graça Foster e 5 diretores, mas depois passou a apresentar volatilidade
Ibovespa fechou esta quarta-feira 4 em alta de 0,69%, a 49.301 pontos, depois de noticiário agitado da Petrobras; grande vetor da sessão continua sendo a estatal, que chegou a subir quase 8% depois de anunciar a renúncia de Graça Foster e 5 diretores, mas depois passou a apresentar volatilidade (Foto: Gisele Federicce)


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Por Ricardo Bomfim

SÃO PAULO - Em um pregão bastante volátil, o Ibovespa fechou esta quarta-feira (4) em alta de 0,69%, a 49.301 pontos depois de noticiário agitado da Petrobras. O grande vetor da sessão continua sendo a Petrobras, que chegou a subir 6% depois de anunciar a renúncia de Graça Foster e 5 diretores, mas depois passou a apresentar volatilidade. Porém, a recuperação do índice no início desta tarde pode ser creditada aos bancos, que ganharam força após as 12h30.

Lá fora, o dia é de leve baixa com queda forte do petróleo, que fechou em baixa de 9% e renegociação da dívida grega com o BCE (Banco Central Europeu). Enquanto isso, o dólar disparou 1,78%, ao maior valor desde 23 de março de 2005, quando fechou a R$ 2,75. A moeda norte-americana ficava cotada a R$ 2,7405 e R$ 2,7420. O volume financeiro negociado na Bolsa hoje foi de R$ 7,995 bilhões.

Segundo o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, o movimento de hoje tanto reflete os dados vindos dos EUA, como também um "stop loss", da posição vendedora que vem desde a fala do ministro da Fazenda Joaquim Levy, na semana passada, quando ele disse que o nível atual da moeda brasileira ante a norte-americana está "artificialmente valorizado". O discurso de Levy gerou expectativas de que o Banco Central interferisse menos no câmbio por meio dos swaps diários que vem sendo realizados nos últimos meses. 

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Ações em destaque As ações da Petrobras (PETR3, R$ 9,90, +1,12%;  PETR4, R$ 10,02, +0,20%), que haviam perdido a força após a abertura, voltaram a subir. Enquanto isso, Bradesco (BBDC3, R$ 35,30, +1,15%; BBDC4, R$ 36,21, +2,52%) e Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 35,51, +3,68%) registraram valorização de quase 3% neste mesmo intervalo de tempo.

No caso do Banco do Brasil (BBAS3, R$ 22,30, +6,95%), os papéis sobem com a correlação do banco com a Petrobras, uma vez que as instituições financeiras públicas possuem um alto grau de exposição à petroleira. Sem contar a possibilidade de que esses bancos venham a socorrer a estatal em caso de dificuldade de financiamento.

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Com a saída de Graça, abre a possibilidade que o próximo presidente seja mais "prómercado", como seriam indicações como Rodolfo Landim, ex-BR Distribuidora, Roger Agnelli, ex-Vale e Bradesco, Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, e Murillo Ferreira, atual presidente da Vale. Nomes que apareceram no radar e que seriam vistos como positivo pelo mercado, comentou o analista Flávio Conde.

O caso a parte é o da Vale (VALE3, R$ 20,55, -1,53%; VALE5, R$ 17,82, -1,27%), que subiu nos últimos dias à espera de estímulos na China e com o anúncio hoje da redução do compulsório no gigante asiático, cai. O movimento é um velho conhecido da Bolsa, chamado de "sobe no boato, cai no fato", quando uma ação ou o próprio índice sobem conforme aumentam expectativas para um determinado evento e os investidores realizam os lucros quando esse evento é confirmado.

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Bolsas mundiais

Os empregadores privados dos Estados Unidos criaram 213 mil postos de trabalho em janeiro, número abaixo da mediana das expectativas de analistas, segundo relatório da processadora de folhas de pagamento ADP divulgado nesta quarta-feira. Economistas consultados pela agência de notícias Reuters projetavam que o relatório da ADP mostraria criação de 225 mil vagas. A criação de vagas em dezembro foi revisada para 253 mil, ante 241 mil informadas anteriormente.

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Com isso, os índices acionários dos EUA se mantém estáveis hoje.

As bolsas asiáticas seguiram Wall Street e alcançaram picos de três meses nesta quarta-feira, uma vez que o apetite por risco impactou o dólar e títulos soberanos, embora não estivesse claro por quanto tempo essa mais recente oscilação de humor vai durar.

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Muito pode depender se o petróleo conseguirá manter seu recente rali, ajudando assim a sustentar as ações de energia e diminuir temores de uma deflação mundial.

A bolsa de Xangai registrou queda de 0,93%, após os dados de serviços da China crescerem ao ritmo mais lento em seis meses em janeiro conforme a expansão de novos negócios enfraqueceu, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do HSBC/Markit nesta quarta-feira, levantando expectativas de que as autoridades podem apresentar mais medidas de estímulo.

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O PMI final de serviços do HSBC/Markit desacelerou para 51,8 no mês passado, nível mais fraco desde julho de 2014, ante 53,4 em dezembro, mas permaneceu acima da marca de 50 que separa crescimento de contração.

O mercado australiano subiu 1,2%, para uma máxima de quase sete anos uma vez que os altistas foram encorajados pelo corte nas taxas de juros do país na terça-feira.

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(Com Reuters)

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