Em nota, BVA rechaça ligação com caso Carf
Instituição afirma que "jamais manteve qualquer tipo de contato com representantes dos grupos acusados de fraudar decisões do CARF e nunca manteve contato com o ex-presidente do órgão Carf Edison Pereira Rodrigues"; advogado do banco diz que irá interpelar Rodrigues na Justiça; segundo relatório da Operação Zelotes, ele teria começado a negociar por R$ 80 milhões decisões judiciais pela reversão da valência do BVA
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247 - O banco BVA se manifestou em nota que "jamais manteve qualquer tipo de contato com representantes dos grupos acusados de fraudar decisões do CARF e nunca manteve contato com o ex-presidente do órgão Carf Edison Pereira Rodrigues".
O advogado da instituição diz que irá interpelar o ex-presidente do órgão na Justiça para que confirme ou negue as declarações em conversas com sócios gravadas no âmbito da Operação Zelotes.
Segundo relatório da investigação, ele teria começado a negociar por R$ 80 milhões decisões judiciais pela reversão da valência do BVA. Leia abaixo a íntegra da nota:
BANCO BVA
NOTA À SOCIEDADE
O Banco BVA vem a público esclarecer que jamais manteve qualquer tipo de contato com representantes dos grupos acusados de fraudar decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) e nunca manteve contato com o ex-presidente do órgão Carf Edison Pereira Rodrigues ou autorizou ninguém a tratar, em seu nome, de qualquer assunto pertinente à instituição, que está sob processo falimentar.
O BVA repudia com veemência ter tido seu nome envolvido na denúncia de supostos atos ilícitos, tese que emerge de escuta telefônica divulgada hoje pelos jornais O Estado de S.Paulo (Suspeitos do Carf 'vendiam' liminares) e O Globo (Operação Zelotes: gravação aponta propina de R$ 80 milhões).
O BVA informa que promoverá Interpelação Criminal contra o Sr. Edson Pereira Rodrigues, a fim de que esclareça, dentre outras coisas, que autoridade estaria representando na afirmada venda de "liminares" e, ainda, quais as pessoas que se apresentaram para essa suposta negociação. O banco também pedirá ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Ministério Público que investiguem a afirmação constante nas referidas reportagens de que autoridades estariam em tratativas visando à venda de decisões judiciais.
É com perplexidade que o BVA enfrenta, mais uma vez, distorções profundas dos fatos no enfrentamento do seu processo de falência, decretada em 2014 pelo Banco Central. A referida falência foi feita por meio de pedido formulado por agentes da autarquia com evidente manipulação dos números da instituição, levando o BVA a tomar duas providências principais: (i) promoveu ação contra o BC e outro, em virtude da prática de atos ilegais que culminaram na quebra da instituição e, (ii) por outro lado, recorreu da decisão que decretou a sua quebra, em virtude da inexistência de situação prevista em lei para motivar a decretação da quebra do banco.
Desde que sofreu a intervenção do BC, em 2012, o Banco passou a ser vítima de diversos atos praticados pelos gestores nomeados pela referida autarquia, inclusive com a liberação de aproximadamente R$ 70 milhões de seus cofres, em favor de um devedor do banco, sem qualquer explicação. A liberação dessa quantia, bem como a ausência de qualquer justificativa foi documentada no processo falimentar no Banco BVA a pedido dos advogados da instituição.
Por fim, o Banco BVA esclarece que acredita na força dos fundamentos jurídicos utilizados nas providências judiciais já intentadas e, ainda, na lisura dos magistrados competentes para analisá-los.
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