Em meio à crise, desemprego avança e chega a 11,3%

A taxa de desocupação subiu em todas as grandes regiões do país, fechando o segundo trimestre em 11,3% em relação ao mesmo período de 2015; dados da Pnad Contínua, do IBGE, indicam uma população de 11,6 milhões de desempregados, um crescimento de 4,5% em relação aos primeiros três meses do ano e de 38,7% quando em comparação com o segundo trimestre do ano passado

RIO DE JANEIRO, RJ, 18.10.2013: FEIRÃO/EMPREGO/RJ - Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio de Janeiro (ABRH) realiza feirão de emprego no Largo da Carioca. Eles fazem carteira de trabalho e encaminham candidatos para postos de trabalho. (Foto: E
RIO DE JANEIRO, RJ, 18.10.2013: FEIRÃO/EMPREGO/RJ - Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio de Janeiro (ABRH) realiza feirão de emprego no Largo da Carioca. Eles fazem carteira de trabalho e encaminham candidatos para postos de trabalho. (Foto: E (Foto: Paulo Emílio)


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Nielmar de Oliveira, repórter da Agência Brasil - A taxa de desocupação subiu em todas as grandes regiões do país, fechando o segundo trimestre do ano em 11,3% comparativamente ao mesmo período de 2015. Os dados foram divulgados hoje (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que as taxas são as mais altas já registradas para cada uma das regiões do país, desde o início da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), em janeiro de 2012.

Na região Norte, a taxa de desocupação foi de 8,5% para 11,2%; no Nordeste, de 10,3% para 13,2%; no Sudeste, de 8,3% para 11,7%; no Sul, de 5,5% para 8,0%; e no Centro-Oeste, de 7,4% para 9,7%. No primeiro trimestre de 2016, as taxas haviam sido de 12,8% no Nordeste, 11,4% no Sudeste, 10,5% no Norte, 9,7% no Centro-Oeste e 7,3% no Sul.

Entre as unidades da federação, as maiores taxas de desemprego no segundo trimestre de 2016 foram observadas no Amapá (15,8%); Bahia (15,4%) e Pernambuco (14%), enquanto as menores taxas estavam em Santa Catarina (6,7%), Mato Grosso do Sul (7%) e Rondônia (7,8%).

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11,6 milhões de desempregados

Dados divulgados anteriormente pelo IBGE indicam que a taxa geral de desemprego, de 11,3% no trimestre encerrado em junho, é também a maior da série histórica e indicava uma população desocupada de 11,6 milhões de pessoas, um crescimento de 4,5% em relação aos primeiros três meses do ano. Quando a comparação se dá com o segundo trimestre do ano passado, no entanto, o aumento da população desocupada chegou a 38,7%.

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A pesquisa indica, ainda, que o nível de ocupação (indicador que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar) ficou em 54,6% para a totalidade do Brasil no segundo trimestre deste ano.

As regiões Nordeste (48,6%) e Norte (54,4%) ficaram abaixo da média do país. Já nas demais regiões, o nível de ocupação variou dos 59,1% verificados na região Sul, passando pelos 59,2% do Centro-Oeste e até os 56,1% do Sudeste.

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Por estado, Mato Grosso do Sul (61,1%), Santa Catarina (59,4%), Paraná (59,2%) e Goiás (59,2%) apresentaram os maiores percentuais, enquanto Alagoas (42,9%), Pernambuco (46,6%) e Rio Grande do Norte (47,2%) apresentaram os níveis de ocupação mais baixos.

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