Em live com a XP, Guedes diz que retomará reformas após a pandemia e defende venda de reservas

“Nós vamos vendendo, vamos fazer como fizemos no ano passado”, disse ele, que ainda não abandonou o discurso neoliberal, que está falindo no mundo

(Foto: Reuters | Reprodução | Carolina Antunes/PR)


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BRASÍLIA (Reuters) - As medidas do governo para enfrentamento ao coronavírus somam de 4,8% a 5% do Produto Interno Bruto (PIB), num desvio transitório do foco do governo, que permanece sendo de reformas para retomada do crescimento, defendeu o ministro da Economia, Paulo Guedes, na noite deste sábado.

“Se nós fizermos um programa colossal de (medidas) emergenciais sem sinalizar as estruturantes, aí nós vamos desestabilizar as expectativas, aí começa o juro a subir, começa a inflação a subir e isso nós não podemos permitir”, disse ele, ao participar de mesa redonda virtual com executivos da XP.

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Segundo Guedes, passado esse período de três, quatro meses, o país precisará destravar investimentos e aprovar projetos e reformas no Congresso com esse objetivo.

Ele pontuou que, por conta dos gastos com o surto do Covid-19, o Brasil terá déficit primário “extraordinário” este ano. Mas o ministro afirmou que o Brasil arcará rapidamente com essa conta.

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“Vamos pagar em um ano as despesas do coronavírus”, disse Guedes. “Nós vamos vendendo, vamos fazer como fizemos no ano passado”, acrescentou ele, lembrando de iniciativas levadas a cabo em 2019, como a venda de reservas internacionais pelo Banco Central e a venda de ativos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ao especificar os impactos fiscais de iniciativas já anunciadas, o ministro afirmou que o programa voltado aos autônomos e informais, de concessão de um vale de 600 reais por três meses, terá um custo de cerca de 50 bilhões de reais.

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Já a complementação do salário para os trabalhadores formais que tiverem jornada e remuneração reduzidas —ação que ainda está sendo finalizada pela equipe econômica— terá um impacto em torno de 45 bilhões de reais a 50 bilhões de reais, disse.

O ministro também afastou a possibilidade de saída do governo, afirmando que isso é “conversa fiada total”.

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