Edinho: governo não precisa debater 'plano B' por ajuste

Após o impasse na votação das medidas provisórias do ajuste fiscal na Câmara dos Deputados, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, disse acreditar que o Congresso vai superar as contradições e aprovar as medidas provisórias; "O diálogo em relação às MPs existe, tem que ter processos de negociação, e de forma alguma vão distorcer ou enfraquecer objetivos do ajuste", afirmou a jornalistas

O novo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, durante coletiva após cerimônia de posse, no Palácio do Planalto (José Cruz/Agência Brasil)
O novo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, durante coletiva após cerimônia de posse, no Palácio do Planalto (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)


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Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, acredita que o governo não precisará discutir um "segundo plano" para que o ajuste fiscal seja implementado. Na opinião dele, o diálogo com o Congresso vai continuar sem que haja distorção nas medidas provisórias que aumentam o rigor para a concessão de benefícios trabalhistas e previdenciários.

Na noite de ontem (5), o plenário da Câmara dos Deputados adiou a votação da Medida Provisória 665, que aumenta a carência para a concessão do seguro-desemprego e abono salarial. Edinho Silva disse que a presidenta Dilma Rousseff tem se posicionado cotidianamente no sentido de que as contradições criadas no Legislativo serão superadas com diálogo.

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"O diálogo em relação às MPs existe, tem que ter processos de negociação, e de forma alguma vão distorcer ou enfraquecer objetivos do ajuste", afirmou Edinho. Para o ministro, acima das bandeiras que os partidos de oposição tenham direito de levantar, o Congresso vai superar as tensões, disputas naturais e os interesses do país serão colocados em primeiro lugar.

Em café da manhã com jornalistas, o ministro reconheceu o teor "polêmico" das medidas. "Pela origem sindical e ligação com movimentos sociais do PT, claro que não são questões simples. A construção de uma posição majoritária tem que se dar com diálogo, não tem outra forma. É isso que o governo tem feito, para que o processo de negociação seja construído. Se essas questões são contraditórias para o PT, são também para os demais partidos," disse.

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O ministro observou que os trabalhadores não estão perdendo com as mudanças, por exemplo, no seguro-desemprego. As alterações visam corrigir distorções e evitar fraudes para que os recursos possam atender de forma eficaz os que mais precisam. As metas do ajuste serão cumpridas. A visão da presidenta Dilma é que as medidas são importantes para que a economia brasileira possa crescer de forma sustentável.

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