Edemar usou recursos do Banco Santos em mansão e obras de arte, diz investigação

Segundo a Folha, documentos obtidos pela massa falida no exterior indicam que o ex-controlador usava esquema com "offshores". Em liberdade provisória, ele nega, e diz que investigação é ilegal

Edemar usou recursos do Banco Santos em mansão e obras de arte, diz investigação
Edemar usou recursos do Banco Santos em mansão e obras de arte, diz investigação (Foto: Divulgação)


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247 - O ex-controlador do Banco Santos Edemar Cid Ferreira usou recursos do banco para bancar a construção de sua mansão, a compra de uma vasta coleção de obras de arte e outras despesas pessoais, como gastos com cartão de crédito, de acordo com uma investigação da empresa OAR, contratada pela massa falida, e que obteve documentos no exterior. A informação é da Folha de S. Paulo desde domingo -- o jornal obteve acesso à documentação de quase 7 mil páginas.

O ex-banqueiro, que foi condenado a 21 anos de prisão por crimes como lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e gestão fraudulenta, mas está em liberdade provisória, disse que a investigação da OAR não prova nada, é ilegal, e que também "não há provas de que saiu dinheiro 'carimbado' do banco" indo para as empresas que controlam seus bens pessoais.

Segundo a Folha, a justiça brasileira autorizou a contratação da OAR para conduzir as investigações no exterior a pedido da massa falida do Banco Santos, que "só obteve os documentos após a quebra do sigilo de empresas sediadas em paraísos fiscais". Os escritórios que fazem a custódia das "offshores", diz o jornal, tiveram de entregar documentos sem avisar o ex-banqueiro.

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De acordo com as investigações da OAR, 20% do dinheiro que saiu do Banco Santos (pelo que foi possível rastrear) foi parar na conta da "offsohre" Alsace Lorraine, que, depois, distribuía para outras "offshores". A Alsace, diz a Folha citando a OAR, pagou a construção da mansão do ex-banqueiro em São Paulo, uma fatura de cartão de crédito de Edemar no valor de US$ 28 mil, além de US$ 5,7 milhões ao arquiteto responsável pelo projeto da casa, dinheiro que foi usado para comprar mais de cem obras de arte.

Só entre 2003 e 2004, prossegue o jornal, "a Alsace repassou US$ 304 milhões para 21 'offshores' controladas direta ou indiretamente por Edemar".

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No centro da disputa entre o ex-controlador do Banco Santos e a massa falida "está a tentativa de Edemar de conseguir que a Justiça retire da falência justamente as empresas que administram o patrimônio de sua família. No processo, ele diz que o dinheiro era de Márcia Cid Ferreira, com quem é casado com separação de bens", afirma o jornal.

Edemar alega que "não há um único documento provando que o dinheiro saiu do banco e foi parar em empresas no exterior para, depois, voltar às companhias que controlam seus bens".

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O Banco Santos foi liquidado em 2005 com um rombo de R$ 2,3 bilhões.

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