Economista do Itaú ameaça: sem Previdência, juros sobem
O economista-chefe do Itaú Unibanco, Mário Mesquita, fez uma ameaça clara em entrevista publicada neste domingo: se a reforma da Previdência não passar, os juros ao consumidor irão subir; Mesquita é ocupa hoje o cargo que já foi de Ilan Goldfanj, atual presidente do Banco Central
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247 - Em entrevista publicada neste domingo, o economista-chefe do Itaú Unibanco, Mário Mesquita, faz um alerta em tom de ameaça: sem a aprovação da reforma da Previdência, a trajetória insustentável da dívida pública brasileira levará o país a um ajuste severo, que pode levar a inflação a dois dígitos ou a medidas similares às adotadas no governo Collor, quando houve confisco de cadernetas de poupança.
Mesquita está no cargo que já pertenceu a Ilan Goldfanj, que saiu do posto justamente para ocupar a presidência do Banco Central.
As informações são de reportagem de Érica Fraga na Folha de S.Paulo.
"'Em economia, o que é insustentável acaba se ajustando. O ajuste pode ser ordenado, que é o que o governo está tentando fazer, ou desordenado, que é o que está acontecendo no Rio', diz.
Para ele, as mudanças feitas até agora na proposta original de Michel Temer eliminaram parte do caráter equitativo da reforma, mas a versão mais diluída do projeto ainda mantém aspectos que garantiriam a estabilização da trajetória da dívida e a retomada da economia.
A equipe de Mesquita espera crescimento de 1% do PIB neste ano e de 4% em 2018.
'A dívida pública brasileira está numa trajetória insustentável. A única razão pela qual nosso risco-país está baixo, nossa taxa de câmbio está onde está e a taxa de juros pode cair abaixo de 10% é o fato de que as pessoas acham que o governo vai tomar medidas para colocar a trajetória da dívida sob controle. Se essa estratégia for abandonada, o risco-país e a taxa de câmbio vão voltar a subir, a inflação, consequentemente, será afetada, e os juros também.'"
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