ECONOMIA: O Brasil está preparado para o crescimento do conceito de Marketplace?
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Você já ouviu falar no conceito de MarketPlace, que está crescendo no país? Este é um modelo de negócio que surgiu em 2012 no Brasil e pode ser comparado a um shopping center, só que virtual. Diferente do que acontece com os e-commerces, a loja que os hospeda não vende um produto específico, mas diversos itens inclusive de outros lojistas parceiros.
Para ficar mais claro, algumas lojas como Americanas, Walmart, OLX e outras são alguns exemplos de Marketplace. E na teoria esse formato de negócio é realmente tentador. Para o consumidor, a ideia de ter diversos produtos na mesma plataforma facilita a busca pelo produto desejado com o melhor preço.
Já para quem deseja empreender e divulgar seu negócio, o formato também é promissor, prometendo maior diversidade na oferta, onde você no mesmo site pode comercializar uma caixa de som portátil, eletrodomésticos, roupas e itens de cozinha, por exemplo. Existe também a promessa do aumento da credibilidade ao aliar marcas parceiras, maior fluxo de visitação no site e facilidade de fidelização do cliente.
Mas será que o Brasil está preparado para o crescimento do conceito de Marketplace? No momento em que o país passa por uma crise econômica, é preciso fazer uma análise mais ampla.
Uma das desvantagens desse modelo de negócio é a dependência para as empresas inseridas neste formato de comércio. Empreender no Brasil é sempre um desafio, ainda mais em períodos de instabilidade econômica. Se um Marketplace decide encerrar as atividades, todas as marcas que apostaram na plataforma perdem o seu canal de vendas. Imagine depender apenas de um Marketplace? As chances de seu negócio ir por água abaixo são grandes.
A situação do Marketplace no país fica ainda mais complicada em um contexto em que o presidente Jair Bolsonaro afirma que "o povo não quer ser patrão ou empreendedor” no Brasil.
Já em tempos que as pessoas estão cada vez mais antenadas com as marcas que consomem e se relacionam, vender seus produtos em um Marketplace pode anular a imagem da sua marca. Sabemos que mesmo que a plataforma cite o nome da sua marca na venda, o consumidor pode sempre lembrar apenas do nome do site em que comprou e não da origem do produto.
Ainda falando sobre marcas e relacionamento com o consumidor, o modelo limitado do Marketplace pode ser um problema para uma pré e pós-venda de qualidade, pois a loja parceira pode estar presa às regras impostas pelos donos da plataforma. Numa época em que a individualização de cada cliente é mais que um diferencial, mas uma exigência para o sucesso, isso pode ser um problema.
Outro fator é a perda considerável da margem de lucro, que pode girar em média de 40%. Vale salientar que uma venda feita no Marketplace poderia não ser finalizada fora da plataforma, mas ainda assim é uma perda relevante.
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