Economia mais fria derruba arrecadação de impostos

Governo federal arrecadou R$ 87,897 bilhões em impostos e contribuições em maio, com queda real de 5,95% sobre igual mês do ano passado, segundo a Receita Federal; ao mesmo tempo, o IGP-M, índice usado para o reajsute do aluguel, teve deflação de 0,74% em junho, após queda de 0,13% em maio

Governo federal arrecadou R$ 87,897 bilhões em impostos e contribuições em maio, com queda real de 5,95% sobre igual mês do ano passado, segundo a Receita Federal; ao mesmo tempo, o IGP-M, índice usado para o reajsute do aluguel, teve deflação de 0,74% em junho, após queda de 0,13% em maio
Governo federal arrecadou R$ 87,897 bilhões em impostos e contribuições em maio, com queda real de 5,95% sobre igual mês do ano passado, segundo a Receita Federal; ao mesmo tempo, o IGP-M, índice usado para o reajsute do aluguel, teve deflação de 0,74% em junho, após queda de 0,13% em maio (Foto: Gisele Federicce)


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BRASÍLIA (Reuters) - Economia em ritmo lento, renúncias fiscais elevadas e ausência de receita extraordinária fizeram a arrecadação tributária de maio ter queda real de 5,95 por cento sobre um ano antes, somando 87,897 bilhões de reais.

A cifra, divulgada nesta sexta-feira pela Receita Federal, é a pior para maio em três anos, com as receitas registrando a primeira retração anual neste ano.

Pesquisa Reuters feita com analistas do mercado mostrou que a mediana das expectativas era de que a arrecadação somaria 90 bilhões de reais no mês passado.

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Além da economia patinando neste ano, que acaba afetando o recolhimento de impostos, pesou no resultado negativo do mês passado a renúncia tributária de 8,439 bilhões de reais, informou a Receita.

A forte queda real (descontada a inflação) na comparação com o ano passado também veio porque, em maio daquele ano, o governo contou com receita extraordinária de 4 bilhões de reais, que não se repetiu agora.

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No acumulado do ano até maio, a arrecadação somou 487,207 bilhões de reais, segundo a Receita, com aumento real de 0,31 por cento em relação a igual período de 2013.

A Receita recentemente reduziu para em torno de 3 por cento, sobre a faixa de 3 a 3,5 por cento, a previsão de expansão real da arrecadação em 2014, abaixo do crescimento de 4,08 por cento visto em 2013.

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Neste cenário de receitas crescendo menos, o governo tem sofrido para cumprir a meta de superávit primário --economia feita para pagamento de juros da dívida-- neste ano, de 99 bilhões de reais, ou 1,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

(Por Luciana Otoni; Edição de Patrícia Duarte)

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O índice usado para reajustar o aluguel sofreu deflação em junho. Confira reportagem abaixo:

IGP-M recua 0,74% em junho com deflação no atacado, diz FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) teve deflação de 0,74 por cento em junho, após queda de 0,13 por cento em maio, com forte recuo dos preços no atacado e desaceleração da alta no varejo, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.

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A expectativa em pesquisa da Reuters era de variação negativa de 0,60 por cento, de acordo com a mediana de 15 projeções.

Na segunda prévia de junho, o indicador havia recuado 0,64 por cento.

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O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60 por cento do índice geral, teve queda de 1,44 por cento em junho, após recuo de 0,65 por cento no mês anterior.

O destaque ficou para a deflação de 3,73 por cento nos preços dos produtos agropecuários em junho, ante queda de 0,68 por cento no mês anterior.

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Já o Índice de Preços ao Consumidor, com peso de 30 por cento no IGP-M, desacelerou a alta a 0,34 por cento, ante 0,68 por cento em maio.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, subiu 1,25 por cento, após alta de 1,37 por cento anteriormente. O INCC responde por 10 por cento do IGP.

Em seu Relatório Trimestral de Inflação, na quinta-feira, o Banco Central estimou que o IPCA subirá 6,4 por cento neste ano ante previsão anterior de 6,1 por cento e praticamente no teto da meta do governo -- de 4,5 por cento, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos.

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel de imóveis.

(Por Camila Moreira; Edição de Marcela Ayres)

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