Economia já vai mal e piora ainda mais com o ingrediente Bolsonaro, diz Miriam Leitão
"O governo é um gerador de crises políticas e institucionais. Isso bate no dólar, aumenta a inflação, que eleva os juros, que reduz a perspectiva de crescimento", diz ela
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247 – "A economia está sofrendo o impacto dos eventos de todas as áreas, as incertezas hídricas, sanitárias, políticas. A demora de ação na gestão da crise hídrica, da mesma forma que houve na pandemia, acabou aumentando o problema. O preço está subindo mais exatamente porque o governo dizia que estava tudo sob controle. O negacionismo é sempre um terrível elemento na administração de qualquer crise. Na sanitária, provocou o aumento de mortes e atraso na vacinação. Tudo isso afeta a economia", escreve a jornalista Miriam Leitão, em sua coluna desta quinta-feira, no Globo.
"Crise hídrica afetando produção e preço, pandemia ainda não debelada, juros altos, desemprego forte, risco fiscal elevado já seriam sombras suficientes sobre a economia. Mas o governo é um gerador de crises políticas e institucionais pelo comportamento desorganizador do presidente da República. Isso bate no dólar, aumenta a inflação, que eleva os juros, que reduz a perspectiva de crescimento. Quanto mais a inflação subir neste fim de ano, menor será o espaço fiscal com o qual o governo conta para os planos eleitorais do ano que vem. Para se ter ideia, o parâmetro usado no Orçamento era de uma inflação de 6,2% este ano — e as projeções estão perto de 8% ou até mais — e um crescimento de 2,5% em 2022 que hoje ninguém mais aposta. A economia já não vai bem e piora muito com o ingrediente conflito institucional criado por Bolsonaro", finaliza.
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