Dólar sobe a R$ 3,62, maior nível em mais de dois anos

O dólar subiu sob influência do cenário externo e de uma pesquisa eleitoral que indicou a preferência por candidatos que os investidores enxergam como menos comprometidos com ajuste fiscal; nem mesmo a atuação do Banco Central no mercado de câmbio foi capaz de segurar o dólar, que só nas últimas três semanas acumulou ganhos de 5,54%

O dólar subiu sob influência do cenário externo e de uma pesquisa eleitoral que indicou a preferência por candidatos que os investidores enxergam como menos comprometidos com ajuste fiscal; nem mesmo a atuação do Banco Central no mercado de câmbio foi capaz de segurar o dólar, que só nas últimas três semanas acumulou ganhos de 5,54%
O dólar subiu sob influência do cenário externo e de uma pesquisa eleitoral que indicou a preferência por candidatos que os investidores enxergam como menos comprometidos com ajuste fiscal; nem mesmo a atuação do Banco Central no mercado de câmbio foi capaz de segurar o dólar, que só nas últimas três semanas acumulou ganhos de 5,54% (Foto: Leonardo Lucena)


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Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subiu e fechou esta segunda-feira no patamar de 3,62 reais, o maior em pouco mais de dois anos, sob influência do cenário externo e de uma pesquisa eleitoral que indicou a preferência por candidatos que os investidores enxergam como menos comprometidos com ajuste fiscal.

Nem mesmo a atuação reforçada do Banco Central no mercado de câmbio foi capaz de segurar o dólar, que só nas últimas três semanas acumulou ganhos de 5,54 por cento.

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O dólar avançou 0,76 por cento, a 3,6281 reais na venda, maior patamar de fechamento desde 7 de abril de 2016 (3,6937 reais).

Na máxima da sessão, a moeda norte-americana foi a 3,6416 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,80 por cento.

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“O mercado não gostou da pesquisa. Ciro cresceu... Marina está em segundo lugar”, afirmou gestor de derivativos de uma corretora local.

Pesquisa de intenção de voto CNT/MDA divulgada nesta manhã mostrou que, num cenário sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como candidato, Jair Bolsonaro (PSL) aparece com 18,3 por cento, à frente de Marina Silva (Rede), com 11,2 por cento, e com Ciro Gomes (PDT), em terceiro, com 9 por cento.

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No levantamento de março, Bolsonaro tinha 20 por cento no cenário sem Lula, enquanto Marina aparecia com 12,8 por cento e Ciro tinha 8,1 por cento.

A poucos meses das eleições presidenciais de outubro, o quadro ainda é incerto. Investidores temem que um candidato que considerem menos comprometido com o ajuste fiscal desponte como favorito.

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A atuação mais reforçada do BC no mercado de câmbio acabou tendo efeito limitado à abertura dos negócios, quando o dólar foi negociado em baixa e chegou à mínima de 3,5732 reais no dia.

Na sexta-feira, após o fechamento dos mercados, o BC anunciou oferta nova de 5.000 contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda no mercado futuro, além do leilão de rolagem do vencimento de junho.

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“Com esta nova postura, o BC terá ainda liberdade para, eventualmente, promover intervenções mais flexíveis e, eventualmente, mais agressivas”, escreveu o chefe de multimercados da gestora Icatu Vanguarda, Dan Kawa, em relatório.

Até então, o BC vinha fazendo único leilão por dia, no total de 8,9 mil contratos que, se tivesse sido mantido todos os dias até o encerramento do mês, rolaria o total de junho de 5,650 bilhões de dólares e ainda injetaria 2,8 bilhões de dólares adicionais. Os novos contratos, até então, só entrariam no sistema quando fosse concluída a rolagem do vencimento do mês que vem.

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Nesta sessão, o BC vendeu integralmente a oferta de até 5 mil novos swaps. E também a até 4,225 mil para rolagem, já somando 3,326 bilhões de dólares do 5,650 bilhões de dólares que vencem em junho.

Se mantiver e vender esse volume diário até o final do mês, o BC terá rolado integralmente os contratos que vencem no mês que vem.

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No mercado externo, o dólar subia ante a cesta de moedas e ante as divisas de países emergentes, como os pesos mexicano e chileno.

“A mudança de direção do dólar lá fora e a Argentina contribuíram para o avanço do dólar ante o real, que já estava sensível com a pesquisa eleitoral”, comentou o operador de câmbio de uma corretora local.

Nesta sessão, o peso argentino exibiu forte queda ante o dólar, apesar das negociações em Washington que visam garantir um acordo de financiamento do Fundo Monetário Internacional (FMI) destinado a estabilizar o mercado local.

Por Claudia Violante

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