Dólar fecha em queda pelo 4º dia, abaixo de R$ 2,20

Moeda americana ficou abaixo da barreira dos R$ 2,20 pela primeira vez em quase seis meses, após investidores verem sinais de que a política monetária dos EUA não deve mudar e, assim, afetar ainda mais a liquidez no mercado internacional

CURITIBA, PR, 19.08.2013: DÓLAR/ECONOMIA -  Apesar da intervenção do Banco Central pela manhã, o dólar à vista, referência para as negociações no mercado financeiro, registra forte alta nesta segunda-feira (19) com o mercado cauteloso com o futuro dos est
CURITIBA, PR, 19.08.2013: DÓLAR/ECONOMIA - Apesar da intervenção do Banco Central pela manhã, o dólar à vista, referência para as negociações no mercado financeiro, registra forte alta nesta segunda-feira (19) com o mercado cauteloso com o futuro dos est (Foto: Gisele Federicce)


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Por Bruno Federowski

SÃO PAULO, 9 Abr (Reuters) - O dólar fechou em queda pelo quarto dia seguido nesta quarta-feira e foi abaixo da barreira dos 2,20 reais, após investidores verem sinais de que a política monetária dos Estados Unidos não deve mudar e, assim, afetar ainda mais a liquidez no mercado internacional.

A moeda norte-americana recuou 0,25 por cento, a 2,1975 reais na venda, após passar boa parte do pregão em alta. Na máxima chegou a ser cotado a 2,2198 reais e, na mínima, a 2,1905 reais. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1 bilhão de dólares.

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É a primeira vez que o dólar fechou abaixo do nível de 2,20 reais desde o fim de outubro passado e, em quatro sessões, já acumula perda de 3,72 por cento ante o real.

"Não houve confirmação da declaração de Yellen de que a primeira alta dos juros virá cerca de seis meses após o fim do 'quantitative easing'", escreveu o diretor administrativo de pesquisa para mercados emergentes do Citi, Dirk Willer, em nota.

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Ele referia-se ao fato de que a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed, divulgada nesta tarde, não trouxe referência ao "horizonte relevante" que separaria o fim do programa de compra de títulos do Fed e a primeira elevação dos juros no país, atualmente perto de zero.

No mês passado, a chair do banco central, Janet Yellen, havia atraído a atenção dos mercados ao definir esse período como "cerca de seis meses", o que imediatamente impulsionou as cotações do dólar em nível global. Juros mais altos nos EUA poderiam atrair recursos atualmente aplicados em outras economias.

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"O mercado entendeu que vai demorar para o Fed subir juros. As moedas lá fora passaram a se valorizar frente ao dólar e o real seguiu essa esteira", disse o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno.

Contra uma cesta de divisas, a moeda dos EUA recuava cerca de 0,3 por cento, após operar estável na maior parte da sessão.

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Antes da divulgação do documento, o dólar operou em alta na maior parte do tempo, num movimento de correção após três quedas consecutivas que levaram-no a testar o patamar de 2,20 reais.

"Não acredito que o dólar tenha força para cair mais. Parece que 2,20 reais é um ponto de suporte bastante importante", disse pela manhã o gerente de câmbio da corretora Fair, Mario Battistel.

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Alguns especialistas no mercado avaliam que, apesar de ajudarem no combate à inflação, as cotações mais baratas desagradariam o governo, prejudicando as exportações. Apesar disso, o BC tem atuado pesadamente nos mercados de câmbio.

Pela manhã, a autoridade monetária deu continuidade às intervenções diárias vendendo a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares. Foram 1,5 mil contratos para 1º de dezembro deste ano e 2,5 mil para 2 de março do próximo, com volume equivalente a 197,8 milhões de dólares.

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Além disso, também vendeu a oferta total de até 10 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 2 de maio. Com isso, a autoridade monetária já rolou cerca de 23 por cento do lote total para o próximo mês, que equivale a 8,733 bilhões de dólares.

Mais cedo, dados divulgados pelo BC mostraram que a autoridade monetária vendeu menos da metade da oferta nos dois leilões de venda de dólares com compromisso de recompra para rolagem que promoveu em março.

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Mesmo com as recentes quedas do dólar no mercado brasileiro, o país perdeu 5 bilhões de dólares últimas duas semanas por meio do fluxo cambial, segundo dados do BC.

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