Dólar fecha a quase R$4,26 e bate 3º recorde histórico seguido

Pelo terceiro pregão consecutivo, o dólar fechou em máxima histórica nominal nesta quarta-feira, chegando a R$ 4,26, apesar da ação do Banco Central de fazer nova oferta líquida de moeda à vista

Jair Bolsonaro, Paulo Guedes e dólar
Jair Bolsonaro, Paulo Guedes e dólar (Foto: Agência Brasil)


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Reuters - O dólar fechou em máxima histórica nominal pelo terceiro pregão consecutivo nesta quarta-feira, perto de 4,26 reais, mesmo depois de o Banco Central ter feito nova oferta líquida de moeda à vista, a terceira em dois dias.

No mercado interbancário, o dólar fechou em alta de 0,44%, a 4,2586 reais na venda.

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Na segunda-feira (4,2150 reais) e na terça (4,2398 reais) a moeda já havia renovado recordes históricos para um encerramento de sessão no mercado à vista.

Desde a semana passada, o dólar bateu recorde quatro vezes. No dia 18, a moeda fechou a 4,2061 reais na venda, deixando para trás o pico anterior, de setembro de 2015.

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Na B3, o contrato de dólar futuro de maior liquidez tinha alta de 0,44% nesta quarta, a 4,2535 reais, por volta de 17h30.

O BC anunciou oferta líquida de dólar à vista por volta de 12h40, quando a moeda estava nas máximas do dia, acima de 4,27 reais. A exemplo da véspera, o dólar perdeu força, mas não a ponto de inverter a direção.

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Autoridades do Banco Central —o presidente Roberto Campos Neto e o diretor de política monetária, Bruno Serra— disseram na terça e na quarta-feira que o BC poderá continuar atuando no câmbio em caso de necessidade.

Estrategistas do Credit Suisse, contudo, avaliaram que a mensagem do Banco Central ainda não é “suficientemente clara” para sugerir que pode intervir sob qualquer circunstância.

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O banco suíço moveu para cima a faixa com a qual trabalha para a taxa de câmbio brasileira, agora entre 4,18 reais e 4,35 reais (antes 4,10 reais e 4,25 reais), citando mensagens “confusas” da parte de autoridades sobre a política cambial e a tendência do mercado de interpretar mal esses recados.

A alta do dólar no Brasil nesta quarta-feira, porém, pareceu mais alinhada ao movimento externo, especialmente depois da intervenção do BC. O dia de forma geral era de dólar forte no mundo, após dados mais sólidos da economia dos Estados Unidos.

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Veja gráfico intradiário desta quarta do índice (dólar contra cesta de seis moedas fortes) e da taxa de câmbio brasileira (reais por dólar):

Estrategistas do Deutsche Bank disseram que o cenário para o real segue influenciado pela perspectiva de mais cortes de juros. “Somam-se a isso as preocupações gerais sobre a estabilidade política na América Latina, à luz dos recentes protestos na região”, disseram em nota a clientes.

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