Dólar cai 0,25%, com nova equipe da Fazenda
O dólar fechou em queda ante o real nesta terça-feira, interrompendo duas sessões seguidas de alta, com o relativo bom humor com a equipe do novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, compensando o quadro de aversão ao risco nos mercados externos diante da persistente queda dos preços do petróleo; a moeda norte-americana caiu 0,25%, a R$ 2,7019 na venda
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Por Bruno Federowski
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em queda ante o real nesta terça-feira, interrompendo duas sessões seguidas de alta, com o relativo bom humor com a equipe do novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, compensando o quadro de aversão ao risco nos mercados externos diante da persistente queda dos preços do petróleo.
A moeda norte-americana caiu 0,25 por cento, a 2,7019 reais na venda, após chegar a 2,7240 reais na máxima da sessão. Na mínima, foi a 2,6920 reais.
Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1,4 bilhão de dólares.
"Agora, esperamos que o dólar fique girando em torno de 2,70 reais porque o cenário externo continua muito conturbado. Hoje tivemos um alívio em função do bom humor com a equipe do Levy, mas não vejo o dólar caindo muito mais do que isso", afirmou o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira.
Na véspera, Levy anunciou Marcelo Barbosa Saintive como o novo secretário do Tesouro Nacional, no lugar de Arno Augustin, e Jorge Rachid para a Receita Federal. Os nomes foram bem recebidos pelo mercado, que vem buscando sinais de comprometimento com as metas fiscais, em meio ao quadro de inflação alta e crescimento baixo.
Mas investidores ainda mostravam dúvidas sobre a capacidade do governo de cumprir a meta de superávit primário equivalente a 1,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Além disso, dúvidas sobre a disposição da presidente Dilma Rousseff de aceitar medidas de contração fiscal limitavam o bom humor.
No mercado externo, o ânimo ainda era negativo, diante da persistente queda dos preços do petróleo, que renovava as mínimas em cinco anos e meio.
"O mercado (brasileiro) abriu pressionado por causa do exterior, mas não conseguiu se firmar. Parece que o anúncio da equipe (de Levy) está levando alguns a venderem dólares quando sobe muito acima de 2,70 reais", disse o operador de câmbio de um importante banco nacional.
Investidores também seguiram atentos à política monetária norte-americana. Na quarta-feira, será divulgada a ata da última reunião do Federal Reserve, na qual o banco central norte-americano prometeu ser "paciente" ao elevar os juros.
Nesta manhã, o Banco Central vendeu a oferta total de até 2 mil swaps pelas atuações diárias, após reduzir pela metade a oferta neste ano. Foram vendidos 1,2 mil contratos para 1º de setembro e 800 para 1º de dezembro de 2015, com volume correspondente a 98 milhões de dólares.
O BC também vendeu a oferta integral de até 10 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 2 de fevereiro, equivalentes a 10,405 bilhões de dólares. Ao todo, a autoridade monetária já rolou cerca de 14 por cento do lote total.
Petrobras perde R$ 5 bilhões de valor em apenas 8 minutos
Infomoney.com - Quem acompanha o dia a dia da Bolsa sabe como é complicado analisar rapidamente o quanto uma notícia pode ser positiva ou negativa para determinada empresa. Mas nesta terçafeira (6) pudemos ver como a reação das ações ajudam o investidor a entender esse cenário. Às 16h03 (horário de Brasília), o terminal da Bloomberg divulgou que a Petrobras (PETR3; PETR4) pode baratear a gasolina para frear a concorrência, e o efeito da notícia foi devastador.
Em 8 minutos, os papéis da estatal despencaram, atingindo suas mínimas do dia, com os papéis ordinários chegando a R$ 7,78, uma queda de 5,93%, e os preferenciais indo a R$ 8,04, desvalorização de 6,62%. Nestes poucos minutos, a queda dos papéis foram de cerca de 4,5%, o que representou uma perda de valor de mercado de R$ 5 bilhões para a companhia.
Importante destacar, porém, que as ações 'recuperaram' parte dessas perdas, fechando com queda de 2,54% para os papéis ordinários, a R$ 8,06, e de 3,25% para os preferenciais, para R$ 8,33. Mesmo assim, esses ativos atingiram seu menor patamar desde 26 de agosto de 2004 e 23 de maio de 2005, respectivamente.
Segundo a Bloomberg, a Petrobras está considerando reduzir os preços dos combustíveis com o objetivo de conter a concorrência de importadores iniciantes, buscando lucrar com os preços da gasolina no Brasil que são quase 60% maiores do que no exterior, disseram duas pessoas com conhecimento no assunto. A companhia está tentando proteger sua participação no mercado e quer desencorajar novos operadores de entrarem no mesmo.
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